A lucidez dos ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça para a insensatez é rara. Até nos resultados que a sucederam depois disso e, em certa medida, justamente por causa disso.
O ineditismo do engajamento explícito à campanha de um dos candidatos, o de direita, contrasta, constatou-se, não somente com suas funções de árbitros. Contraria até mesmo o falso silogismo de que os meios justificariam os fins, quando, na verdade, os qualificariam.
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Entenda o que aconteceu
O falso silogismo, premissas e conclusão, de igual modo, na medida inversa da régua moral que pretextaria defender ou justificar.
A sabujice dos ministros do STF/TSE a Flávio Bolsonaro ignorou, na proibição do Exército de Lula, não só as leis, é fato, mas a lógica aritmética. A lei obriga o registro tão somente de canais partidários. Uma propriedade não só jurídica, mas matemática.
O registro de Janones no TSE
Para driblar o prazo exíguo e as exigências do ministro, que beneficiaria Flávio, o deputado André Janones preferiu registrá-lo no TSE, a que não se obrigava. E iluminou, no contraste obrigatório, de forma mais nítida, a figura de Kássio Nunes Marques, suas intenções e gestos.
A conta dos 65 mil canais
No país existem algo em torno de 65 mil políticos com mandatos: vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais e senadores. Na tese de KN/AM, a dupla teria a tarefa de analisar os conteúdos de 65 mil canais como o Exército de Lula em 70 dias de campanha, somando o 1º e o 2º turnos. Daí o filtro partidário.
As tergiversações da dupla
Pegos com a boca na botija, reverberaram tergiversações, sugerindo cumprimento de leis inexistentes que as viam contrariadas, para suspender a censura inquestionável.
A dupla demonstrou, viu-se, com decisões imprudentes, aproximar-se do que de pior natureza e conhecimento já aportou na Suprema Corte do país.
O cenário que a coluna projeta com Flávio eleito
Com Flávio eleito, livram Jair Bolsonaro da cadeia e assumem o protagonismo do STF e do TSE, com um defendido afastamento de Alexandre de Moraes, o próximo presidente do Supremo. E que, afastado, daria lugar a Nunes Marques.
É uma dupla que não sabe nem fazer certo as coisas erradas.