Vinte e sete pessoas, entre estudantes e funcionários de uma escola estadual de
Pitangueiras, no interior de São Paulo, precisaram de atendimento médico após apresentarem sintomas compatíveis com uma possível intoxicação alimentar. O episódio ocorreu depois do almoço de quinta-feira (15), quando foram servidos feijoada e bombons de leite em pó preparados na própria unidade.
Familiares relataram momentos de desespero ao encontrar crianças pálidas, fracas e com episódios repetidos de vômito. Fabiana Neves Martins, mãe de um dos estudantes atendidos, contou ao g1 que ficou assustada ao perceber a intensidade dos sintomas do filho. Todas as pessoas atendidas receberam medicação e tiveram alta, segundo as informações divulgadas em 17 de outubro.
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Alunos apresentaram vômitos, dores e fraqueza
O estudante Matheus Segantine, de 11 anos, começou a passar mal poucas horas depois de voltar para casa. Segundo o relato divulgado pelo g1, ele sentiu tontura, dor abdominal intensa e náuseas. O quadro levou a mãe a procurar atendimento médico.
Ao chegar à Santa Casa, Fabiana encontrou outras crianças com sintomas semelhantes. Ela relatou que o filho estava pálido e vomitava repetidamente, e que os profissionais precisaram realizar a triagem e administrar medicação e soro por via intravenosa, porque ele não conseguia tolerar medicamentos por via oral.
O relato da mãe descreve o impacto da situação sobre as famílias, mas não determina a causa do mal-estar. A origem dos sintomas ainda depende das análises dos alimentos e da água usados no preparo das refeições.
Bombons de leite em pó são a principal suspeita
O almoço servido na Escola Estadual Maurício Montecchi incluía feijoada e bombons de leite em pó preparados na própria unidade. Segundo a Vigilância Sanitária de Pitangueiras, os relatos iniciais indicaram que a maioria das pessoas que consumiram os doces apresentou sintomas, enquanto houve menos registros entre quem comeu a refeição sem a sobremesa.
Essa diferença fez com que os bombons se tornassem a principal hipótese investigada, mas não é possível afirmar que o doce tenha causado a intoxicação antes da conclusão dos exames. Também houve relatos de pessoas que consumiram os bombons e não passaram mal.
Os sintomas relatados incluíram vômitos, diarreia, tontura e dores abdominais. A intensidade variou entre as pessoas atendidas. Segundo as informações divulgadas, os casos envolveram estudantes de 11 e 12 anos e funcionários da escola.
Vigilância Sanitária não encontrou irregularidades aparentes na cozinha
Após o episódio, a Vigilância Sanitária municipal inspecionou a cozinha da escola e verificou as condições de higiene, armazenamento e validade dos produtos. De acordo com o responsável pelo órgão, a vistoria inicial não identificou irregularidades aparentes na estrutura do local nem nos prazos de validade dos ingredientes.
A ausência de problemas visíveis durante a inspeção, no entanto, não descarta uma possível contaminação. A investigação também precisa considerar as condições de preparo, a procedência dos ingredientes, o manuseio dos alimentos e a água utilizada na cozinha.
Amostras serão analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz
A escola mantém amostras dos alimentos servidos, e o material recolhido deverá passar por análise laboratorial. A empresa responsável pelo fornecimento da alimentação também deverá encaminhar amostras de alimentos e água para exames. Paralelamente, a Vigilância Sanitária solicitará análises ao Instituto Adolfo Lutz, laboratório de referência em Ribeirão Preto.
O órgão municipal também solicitou os atestados de saúde ocupacional dos profissionais responsáveis pela manipulação dos alimentos, como parte da apuração das possíveis fontes de contaminação. Os resultados poderão ajudar a identificar se houve presença de algum agente causador dos sintomas.
Escola e autoridades acompanham o caso
A Secretaria Estadual da Educação lamentou o ocorrido e informou que a equipe gestora procurou acompanhar os estudantes após tomar conhecimento dos sintomas. O caso também foi registrado na plataforma Conviva-SP, usada pela rede estadual para acompanhar ocorrências relacionadas à convivência e à proteção escolar.
A Polícia Civil investiga o episódio, enquanto a Vigilância Sanitária aguarda os resultados dos exames. Até as informações divulgadas em 17 de outubro, as 27 pessoas atendidas já haviam recebido alta médica, e a causa do possível surto de intoxicação alimentar ainda não estava confirmada.