A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que é aconselhada por familiares a deixar o STF devido a ataques machistas.
Ela falou sobre o assunto durante palestra, nessa segunda-feira (13), em São Paulo.
Cármen Lúcia disse que muitas pessoas podem recusar uma vaga no Supremo devido a ameaças.
“Temos também, para os futuros ministros do Supremo, algumas pessoas não vão querer ir porque a nossa família não quer que a gente fique. A tendência, para nós mulheres nem se fala, dificuldade enorme, porque o discurso de ódio contra homem é mau administrador. Contra nós, os senhores todos já viram o que que fazem a meu respeito, ele é sexista, machista, desmoralizante. Todo mundo da família fala: Cármen, sai disso, chega, já fez o que tinha que fazer”.
Segundo a ministra, há um momento de tensão, mas ela afirmou que faz tudo com base na lei.
“Da minha parte, eu digo: podem dormir tranquilos porque eu tento fazer o melhor todo dia e não há uma linha minha que não seja com base na lei. Eu já votei contra o meu pai, os senhores quanto a mim podem dormir sossegados. Eu não faço nada errado, nem nada que não seja rigorosamente honesto nos termos que eu aprendi. Eu não mudei e não vou mudar o Supremo, mas o Supremo também não me mudou”.
No mês passado, Cármen Lúcia disse que havia sofrido outros ataques.
A ministra contou que poderia ter sido alvo de um atentado a bomba.
Saída do TSE
A magistrada deixa, nesta terça-feira (14), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Inicialmente, a magistrada permaneceria na função até o dia 3 de junho.
Embora o processo seja formal, a expectativa é que os cargos de presidente e vice-presidente sejam ocupados pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, respectivamente.
*Com informações de Agência Brasil