Deputado do PL é detido após disparo de arma em balada de São Paulo

Marcelo Aguiar apresentava sinais de embriaguez, segundo testemunhas, e foi levado à delegacia após confusão no Itaim Bibi; ninguém ficou ferido.
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O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL-SP) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após um disparo de arma de fogo dentro de uma casa noturna no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar apresentava sinais de embriaguez e teria se envolvido em uma confusão antes do incidente. Ninguém ficou ferido.

Aguiar foi conduzido ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, para prestar esclarecimentos. Imagens divulgadas após a ocorrência mostram o deputado sendo amparado por policiais militares para conseguir caminhar. A arma de fogo e um veículo com placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foram apreendidos.

O parlamentar não permaneceu preso. Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, a liberação está relacionada às prerrogativas da imunidade parlamentar, que estabelece restrições à prisão em flagrante de deputados estaduais.

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Deputado teria caído durante confusão em casa noturna

De acordo com testemunhas, Marcelo Aguiar estava visivelmente embriagado e incomodava outros frequentadores do estabelecimento quando teve início uma confusão.

Durante o tumulto, o parlamentar teria caído no chão, momento em que ocorreu o disparo da arma que carregava. A hipótese de um tiro acidental foi apresentada nos relatos iniciais, mas as circunstâncias ainda dependem de esclarecimento pela investigação.

A Polícia Militar informou que não houve registro de feridos.

Segundo as informações divulgadas, Aguiar possui autorização federal para o porte da arma. O armamento foi apreendido e deverá passar por perícia, que poderá ajudar a esclarecer como ocorreu o disparo.

Carro com placa oficial da Alesp também foi apreendido

Além da arma, os policiais apreenderam um veículo que ostentava placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo.

De acordo com as informações iniciais, o automóvel não consta na relação oficial de veículos vinculados ao deputado Marcelo Aguiar.

A situação deverá ser esclarecida pelas autoridades, incluindo a procedência do veículo e as condições em que a identificação oficial estava sendo utilizada.

A apreensão, por si só, não comprova irregularidade no uso de patrimônio público. Até o momento, não há confirmação de que tenha sido instaurado um procedimento administrativo específico na Alesp sobre o automóvel.

Imunidade parlamentar não impede investigação

Após a ocorrência, o deputado foi encaminhado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde prestou esclarecimentos.

Segundo as informações divulgadas, Aguiar foi liberado em razão da imunidade parlamentar.

A Constituição Federal estabelece que deputados federais e estaduais possuem garantias específicas relacionadas ao exercício do mandato. Entre elas está a restrição à prisão em flagrante, ressalvadas as hipóteses de crime inafiançável.

Essa prerrogativa, entretanto, não impede que os fatos sejam investigados pela polícia nem afasta eventual responsabilização, caso sejam identificadas irregularidades.

A análise das circunstâncias do disparo e de possíveis infrações caberá às autoridades competentes.

Marcelo Aguiar não conseguiu se reeleger em 2026

Nas eleições de 2026, Marcelo Aguiar recebeu 37.585 votos e não conseguiu garantir a reeleição para a Assembleia Legislativa de São Paulo.

O parlamentar ficou na condição de suplente para a próxima legislatura.

Apesar do resultado nas urnas, Aguiar continua exercendo o mandato atual e mantém as prerrogativas constitucionais associadas ao cargo enquanto permanecer na função.

Polícia investiga circunstâncias do disparo

A investigação deverá esclarecer a dinâmica da confusão dentro da casa noturna, as condições em que a arma foi utilizada e as circunstâncias do disparo.

O veículo com placa oficial da Alesp também deverá ser analisado para verificar sua procedência e eventual vínculo com o parlamentar.

Até a divulgação das primeiras informações sobre o caso, não havia manifestação pública da defesa de Marcelo Aguiar.

A ocorrência segue sob apuração, e eventuais responsabilidades dependerão das conclusões das autoridades.

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