Quem é Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil preso pela PF no Rio

Delegado comandou a Polícia Civil fluminense, presidiu o Detran-RJ e já havia sido alvo de buscas em julho.
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O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF). Ele é investigado em uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis e possíveis ligações entre agentes públicos e organizações criminosas.

Amim foi preso em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Ele já havia sido alvo de buscas na sexta fase da mesma operação, em julho, ao lado do ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), também preso nesta quinta-feira.

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Quem é Marcus Amim?

Marcus Amim é delegado de carreira da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e já ocupou postos de comando na estrutura de segurança pública fluminense.

Ao longo da carreira, atuou em unidades especializadas da corporação, incluindo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).

O delegado também presidiu o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), antes de chegar ao comando da Polícia Civil.

Marcus Amim é delegado de carreira da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução

Marcus Amim comandou a Polícia Civil durante o governo Cláudio Castro

Amim assumiu a Secretaria de Estado de Polícia Civil em outubro de 2023, durante o governo de Cláudio Castro (PL).

Ele substituiu o delegado José Renato Torres e permaneceu no comando da instituição até setembro de 2024, quando foi sucedido por Felipe Curi.

Após deixar a chefia da Polícia Civil, passou a atuar na estrutura de segurança da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde exerceu a função de coordenador de segurança.

Marcus Amim era muito próximo de Cláudio Castro | Foto: Reprodução

Qual é a ligação entre Marcus Amim e Márcio Canella?

Marcus Amim e Márcio Canella possuem uma relação política anterior às investigações da Polícia Federal.

Quando exercia mandato de deputado estadual, Canella concedeu ao delegado a Medalha Tiradentes, principal honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Os dois passaram a figurar entre os alvos da Operação Unha e Carne em julho de 2026, quando agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão.

A existência dessa relação política, por si só, não comprova participação conjunta em atividades criminosas.

Marcio Canella e Marcus Amim foram presos hoje (15) pela PF | Foto: Reprodução

Por que Marcus Amim foi preso pela Polícia Federal?

A prisão ocorreu durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavagem de dinheiro.

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, a investigação também apura a possível participação de agentes públicos no esquema.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentação de aproximadamente R$ 7,6 bilhões em seis anos pelo grupo investigado.

O montante representa movimentações financeiras identificadas e não significa que todo o dinheiro tenha origem ilícita.

Delegado já havia sido alvo de operação em julho

Na sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada em 7 de julho, Marcus Amim foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A investigação buscava identificar possíveis conexões entre integrantes da administração pública e uma rede empresarial suspeita de movimentar recursos de origem criminosa.

Na ocasião, a defesa do delegado afirmou que ele sempre atuou dentro da legalidade durante sua gestão na Polícia Civil e sustentou que sua inocência seria demonstrada ao longo das investigações.

Com a nova fase da operação, Amim passou de alvo de buscas a preso por determinação judicial.

O que acontece agora com Marcus Amim?

A Polícia Federal deverá dar continuidade à análise dos materiais apreendidos e à apuração da eventual participação de agentes públicos no esquema investigado.

A prisão preventiva não representa condenação. A responsabilidade criminal de Marcus Amim dependerá da análise das provas e das decisões da Justiça, com garantia do direito à defesa.

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