VÍDEO: Homem se recusa a tirar camisa de torcida organizada e é espancado
Rafael Vieira da Costa, de 39 anos, afirma que foi agredido por integrantes da Força Jovem Vasco em Cabo Frio; vítima perdeu um dente e Polícia Civil investiga o caso.
O advogado Rafael Vieira da Costa, de 39 anos, denunciou ter sido espancado por integrantes de uma torcida organizada do Vasco da Gama após se recusar a retirar a camisa do grupo. O caso aconteceu em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, e foi registrado em vídeo. As imagens mostram a vítima sendo agredida mesmo depois de cair no chão.
Segundo o advogado, aproximadamente 15 pessoas apontadas por ele como integrantes da Força Jovem Vasco se aproximaram na Rua Porto Alegre. Um dos homens teria exigido que Rafael retirasse a camisa da 20ª Família da torcida organizada, alegando que ele não fazia mais parte do grupo. Rafael, que afirma ter integrado a organização durante anos, recusou o pedido.
A discussão terminou em violência. Rafael afirma que três homens participaram diretamente das agressões, que provocaram hematomas, a perda de um dente e ferimentos na cabeça. A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o episódio e analisa imagens para identificar os envolvidos. Até a divulgação das primeiras reportagens, a torcida organizada não havia apresentado manifestação pública sobre as acusações.
Vídeo mostra advogado sendo agredido após cair no chão
As imagens que circulam nas redes sociais mostram parte do ataque. Rafael aparece caído na via pública enquanto recebe golpes de homens que estão ao seu redor. O registro foi entregue à Polícia Civil e deverá auxiliar na identificação dos suspeitos.
Em depoimento, o advogado relatou que levou um soco no rosto e tentou conter um dos agressores, mas acabou derrubado. Segundo ele, os golpes continuaram enquanto estava no chão, sem condições de se defender.
Rafael também afirmou que uma testemunha contou que ele permaneceu desacordado por alguns minutos. De acordo com o relato, as agressões não teriam cessado durante esse período.
Discussão começou por causa da camisa da torcida
O advogado contou que estava acompanhado de amigas quando foi abordado por um grupo de torcedores na Rua Porto Alegre, em Cabo Frio.
Foi nesse momento que os homens teriam questionado o uso da camisa da 20ª Família Força Jovem Vasco. Segundo Rafael, eles argumentaram que ele não tinha mais autorização para utilizar a peça por não integrar a organização.
O advogado afirmou ainda que já havia tido um desentendimento com um dos suspeitos aproximadamente dois anos antes. Ele identificou esse homem às autoridades como uma liderança local da torcida organizada.
As informações sobre a motivação do ataque fazem parte do depoimento da vítima e ainda dependem da conclusão da investigação policial.
Vítima perdeu um dente e denuncia agressões mesmo desacordada
Entre os ferimentos relatados estão lesões no rosto, a perda de um dente e ferimentos provocados por golpes na cabeça.
Rafael apresentou à polícia fotografias das lesões, documentos médicos e vídeos do ataque. Esses materiais poderão auxiliar os investigadores na reconstrução do episódio.
O advogado declarou que espera a identificação e a punição dos responsáveis. Ele também defende que a investigação considere a possibilidade de tentativa de homicídio, em razão dos golpes que afirma ter recebido na cabeça enquanto estava desacordado.
Essa classificação, entretanto, não pode ser estabelecida apenas com base no relato inicial. A definição de eventual enquadramento criminal dependerá das provas reunidas e da avaliação das autoridades competentes.
As imagens do ataque, os depoimentos de testemunhas e os documentos médicos poderão integrar a investigação.
Polícia Civil investiga agressão em Cabo Frio
A ocorrência foi registrada na delegacia de Cabo Frio. A vítima apresentou informações sobre os suspeitos e documentos relacionados aos ferimentos.
Segundo as informações divulgadas, a Polícia Civil realiza diligências para identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica das agressões. Um dos suspeitos foi apontado nominalmente pela vítima, enquanto outros participantes ainda precisam ser identificados.
Torcida organizada não havia se manifestado
A Força Jovem Vasco foi procurada por veículos de imprensa para comentar as acusações, mas não havia apresentado resposta oficial até a divulgação das reportagens consultadas.
A investigação deverá determinar a participação individual de cada suspeito. A denúncia envolve pessoas apontadas como integrantes de uma torcida organizada, mas isso não significa, por si só, que a entidade tenha determinado ou autorizado as agressões.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil do Rio de Janeiro.