A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), voltou a questionar o momento escolhido pelo Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) para a paralisação da rede pública de ensino, marcada para esta quarta-feira (21/10). Durante encontro com empresárias na Asa Norte, nesta terça-feira (20/10), a candidata à reeleição afirmou que considera a mobilização inoportuna por ocorrer quatro dias antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10).
“Então a gente pede para que os professores não politizem esse momento. O ato é legítimo. A gente entende, mas pede para que os professores entendam que esse momento, a quatro dias da eleição, é muito ruim. A nossa comunidade escolar fica refém”, declarou Celina.
LEIA MAIS
Celina Leão tem 59% dos votos válidos contra 41% de Grass, diz Real Time Big Data
Governadora afirma que está aberta ao diálogo
Celina disse que estranhou o fato de o Sinpro-DF não ter solicitado uma audiência com ela e afirmou que já recebeu representantes da categoria em outras ocasiões. A governadora também declarou que está disposta a conversar com os profissionais da educação e reconheceu a legitimidade das reivindicações.
“Estarei disposta a dialogar com eles e todos os profissionais de Educação”, afirmou.
Ela acrescentou que, na avaliação dela, a paralisação deveria ocorrer em outro momento, para evitar prejuízos à comunidade escolar.
Na segunda-feira (19/10), Celina já havia pedido que o sindicato reconsiderasse a realização do ato. Na ocasião, afirmou que a mobilização poderia colocar os professores em uma situação de confronto.
Sinpro mantém paralisação para quarta-feira
O Sinpro-DF confirmou a paralisação geral dos profissionais da rede pública de ensino para esta quarta-feira. Segundo o sindicato, todas as escolas públicas do DF devem aderir, com suspensão das aulas ao longo do dia. A manifestação está prevista para as 9h, na Praça do Buriti.
A entidade afirma que o movimento busca mudanças na condução da política educacional do DF e maior diálogo com o governo. Entre as reivindicações estão o respeito à autonomia pedagógica das escolas, a gestão democrática e o avanço das negociações sobre pautas da categoria.
A Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF) informou que a adesão é facultativa e que cada profissional pode decidir se participará. A pasta também afirmou que eventuais aulas suspensas serão repostas para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos e evitar prejuízos à aprendizagem.