O requerimento para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as relações entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger já reúne assinaturas suficientes no Senado, mas ainda não alcançou o número mínimo exigido na Câmara dos Deputados. Até o fim da manhã desta terça-feira (20/10), o pedido tinha o apoio de 32 senadores e 59 deputados.
Para que a comissão possa ser instalada, são necessárias pelo menos 27 assinaturas no Senado, o equivalente a um terço dos integrantes da Casa, e 171 na Câmara. Apesar de já ter superado o mínimo entre os senadores, o requerimento ainda precisa conquistar o apoio de outros 112 deputados.
LEIA MAIS
Lula condiciona abertura de sigilos ao mesmo gesto de Flávio Bolsonaro e protocola pedido no TSE
Governo diz que vai orientar base a apoiar pedido
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o governo federal não vai criar obstáculos à abertura da CPMI e que orientará a base governista a assinar o requerimento.
Em publicação na rede social X, Guimarães declarou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem compromisso com a ética, a transparência na administração pública e o combate à corrupção.
Parlamentares do PT também têm se manifestado favoravelmente à investigação, segundo informações divulgadas sobre a coleta de assinaturas.
Pedido foi apresentado por deputada do PL
A proposta foi apresentada pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O objetivo é apurar relações entre Luchsinger e Lulinha e possíveis favorecimentos a empresas junto ao governo federal.
A apresentação do requerimento e a coleta de assinaturas não comprovam irregularidades. A eventual CPMI deverá apurar os fatos caso seja instalada.