Caso Henry Borel: Monique Medeiros se entrega à polícia após STF manter prisão preventiva

Ministro Gilmar Mendes rejeitou recurso da defesa, manteve a custódia cautelar e acusada voltou ao sistema prisional enquanto aguarda julgamento
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Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, se apresentou à polícia neste domingo (19) no Rio de Janeiro para cumprir prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ela é ré no processo que apura a morte do filho, ocorrida em março de 2021, e responde ao lado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho.

Ex-vereador, Dr. Jairinho e Monique Medeiros  – Foto: Reprodução/Agência Brasil

A nova ordem de prisão foi mantida pelo ministro Gilmar Mendes, que rejeitou recurso apresentado pela defesa.

Os advogados buscavam reverter a decisão anterior que restabeleceu a custódia cautelar da acusada.

Ao analisar o caso, Gilmar Mendes entendeu que permanecem válidos os fundamentos para a prisão preventiva, especialmente diante da gravidade dos fatos investigados e do risco ao andamento do processo.

Segundo o ministro, a soltura concedida anteriormente pela Justiça do Rio contrariou decisões já tomadas pela Suprema Corte.

O magistrado também destacou que o julgamento popular ainda não foi concluído e que testemunhas relevantes ainda precisam ser ouvidas, o que justificaria a manutenção da medida cautelar.

Entrega à polícia

Após a decisão, Monique compareceu à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, na zona oeste do Rio, onde se entregou para cumprimento da determinação judicial.

Até a última atualização, autoridades penitenciárias ainda avaliavam a unidade prisional para onde ela seria encaminhada.

A defesa alegou preocupação com a integridade física da acusada e pediu definição de local adequado para custódia.

Henry Borel morreu na madrugada de 8 de março de 2021, aos 4 anos. A criança foi levada sem vida a um hospital da capital fluminense.

Laudos periciais apontaram múltiplas lesões internas e externas incompatíveis com a versão inicial apresentada pelos responsáveis, que mencionavam uma queda acidental.

O Ministério Público sustenta que o menino foi vítima de agressões. Monique Medeiros e Dr. Jairinho negam envolvimento no crime.

Julgamento remarcado

O Tribunal do Júri do Rio de Janeiro ainda não definiu o desfecho do caso. O julgamento foi adiado e uma nova sessão está prevista para maio.

A decisão do STF reacende um dos casos criminais de maior repercussão nacional dos últimos anos e recoloca Monique no sistema prisional enquanto o processo segue em andamento.

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