A Prefeitura de Pimenta Bueno, em Rondônia, exonerou uma servidora comissionada após a repercussão de uma publicação nas redes sociais que fazia referência à violência sexual contra familiares de pessoas de esquerda. A exoneração de Larissa Prado Silva ocorreu na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais. A defesa nega que ela tenha escrito a mensagem e afirma que sua conta foi invadida por terceiros.
A publicação, atribuída ao perfil da então servidora, mencionava estupro como forma de comemoração pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além do texto, áudios com críticas e ofensas a apoiadores do PT também circularam nas redes sociais.

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Prefeitura relaciona exoneração a publicação e áudios
A administração municipal confirmou que a decisão de exonerar Larissa está diretamente relacionada à repercussão das mensagens atribuídas à conta dela.
Segundo a prefeitura, os áudios divulgados juntamente com a publicação levantaram dúvidas sobre a versão de que o perfil teria sido invadido. A gestão informou que decidiu pela exoneração diante da gravidade do conteúdo e das circunstâncias apresentadas.
Em nota oficial, o município repudiou manifestações que utilizam a violência sexual como instrumento de provocação política.
“A Prefeitura de Pimenta Bueno manifesta seu repúdio a manifestações que banalizam a violência sexual e utilizam um tema tão grave como instrumento de provocação político-partidária.”
A exoneração é uma medida administrativa e não representa, por si só, comprovação de que Larissa tenha produzido ou divulgado as mensagens.
Defesa afirma que conta foi hackeada
A advogada Débora Moraes, responsável pela defesa de Larissa Prado Silva, contestou a autoria da publicação e afirmou que a ex-servidora teve sua conta nas redes sociais invadida.
Segundo a defesa, Larissa tentou recuperar o acesso ao perfil após tomar conhecimento da mensagem, mas a conta teria sido excluída pelo suposto invasor.
A advogada informou ainda que foram realizadas tentativas de recuperação com auxílio de suporte técnico e profissionais de informática, sem sucesso.
“A referida publicação não partiu de Larissa.”
A defesa sustenta que a ex-servidora não faria declarações ofensivas nem utilizaria a violência sexual como forma de manifestação política. Também afirmou que Larissa repudia qualquer tipo de violência.
Ex-servidora lamenta repercussão
Na manifestação divulgada pela advogada, Larissa lamentou os efeitos do episódio e apresentou um pedido de desculpas à população de Pimenta Bueno e à administração municipal, embora mantenha a negativa de participação na publicação.
A defesa também criticou ataques direcionados à ex-servidora e a seus familiares nas redes sociais e afirmou que eventuais ameaças poderão ser encaminhadas às autoridades competentes.
Autoria das mensagens ainda não foi esclarecida
Até a última atualização das informações disponíveis nesta terça-feira (27), não havia confirmação pública de investigação formal sobre a autoria das mensagens.
A Polícia Civil e o Ministério Público de Rondônia foram procurados para esclarecer se o episódio estava sendo apurado, mas não haviam apresentado resposta.
O caso permanece marcado por versões divergentes: enquanto a prefeitura associa a exoneração às mensagens divulgadas, a defesa sustenta que Larissa foi vítima de uma invasão de conta.
A confirmação da autoria das publicações depende de apuração e de eventuais elementos técnicos que permitam identificar quem acessou e utilizou o perfil.