Um homem de 46 anos foi preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) nesta terça-feira (27), suspeito de cometer violência doméstica contra a companheira, de 56 anos, que tem deficiência intelectual, e ameaçar a mãe dela, de 83. A vítima já tinha uma medida protetiva contra o suspeito, que é ex-policial militar de Mato Grosso e foi expulso da corporação por comportamentos agressivos.
O caso é investigado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação (Decrin). Segundo a Polícia Civil, o homem voltou a procurar a companheira poucos dias depois de deixar o presídio neste mês, descumprindo a determinação judicial. A ocorrência mais recente foi registrada pela mãe da mulher.
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Histórico de agressões e ameaças
No pedido de prisão preventiva encaminhado à Justiça, a Polícia Civil relatou que a mulher já havia sido agredida anteriormente. Em um dos episódios, o suspeito teria quebrado a boca dela. A mãe da vítima também afirmou que ele a ameaçou de morte, dizendo que a mataria quando fosse colocado em liberdade.
O histórico inclui outros episódios de violência. Em 2020, segundo relato da mãe, o homem fez ameaças por telefone e disse que mataria a filha e colocaria fogo no apartamento da família. Em 2022, ele teria tentado entrar no condomínio onde os familiares moravam, quebrado a portaria e arremessado uma garrafa contra a fachada de vidro.
De acordo com os depoimentos reunidos na investigação, o suspeito também costumava agredir familiares da mulher, atear fogo em veículos e danificar portarias de prédios onde a família residia. A mãe e a irmã da vítima disseram ter medo dele. A mãe relatou receio de atender ao telefone e de sair de casa por causa das ameaças.
Suspeito é investigado por exploração financeira
Segundo a Polícia Civil, o homem também induzia a companheira a fazer compras, saques e transferências usando o benefício bancário recebido por ela. A mulher está sob curatela definitiva, conforme a investigação.
Em depoimento, a vítima disse que vinha se encontrando com o homem desde que ele deixou a prisão e o descreveu como seu companheiro. Ela reconheceu ter sido agredida diversas vezes, mas afirmou que ele estava mais tranquilo e não estaria usando drogas. Também disse que não gostaria de solicitar medidas protetivas contra ele.
A Polícia Civil, porém, argumentou que havia risco concreto de novas agressões e que a prisão preventiva era necessária para proteger a mulher e os familiares. A corporação também relatou que o suspeito apresentava comportamento agressivo quando a companheira tentava terminar o relacionamento.
Prisão foi autorizada pela Justiça
A prisão preventiva foi autorizada pela 2ª Vara Criminal de Águas Claras e cumprida na mesma região, nas proximidades da estação Concessionária do Metrô-DF. A Justiça acolheu o argumento de que a medida era necessária para evitar a repetição de crimes.
No Distrito Federal, o homem aparece em 17 inquéritos policiais e seis termos circunstanciados relacionados a ocorrências como furto, tráfico de drogas e crimes previstos na Lei Maria da Penha. Também há registros policiais contra ele em Mato Grosso, incluindo casos de violência doméstica.