ASSASSINA DOS COGUMELOS: Justiça decreta prisão perpétua sem chance de liberdade na Austrália

Erin Patterson teve as condenações por três assassinatos mantidas pela Justiça australiana. A Corte também retirou a possibilidade de liberdade condicional, após rejeitar o recurso da defesa e aceitar o pedido da acusação por uma pena mais severa.
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A Justiça da Austrália rejeitou, nesta sexta-feira (30), o recurso de Erin Patterson, condenada por envenenar familiares com cogumelos venenosos durante um almoço em 2023. Além de manter as condenações por três assassinatos e uma tentativa de homicídio, a Corte de Apelação do estado de Victoria determinou que ela cumpra prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

A decisão foi tomada por um colegiado de três juízes. O tribunal também acolheu o recurso da acusação, que contestava a pena anterior, estabelecida em prisão perpétua com possibilidade de solicitar liberdade condicional após 33 anos.

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Almoço terminou com três mortes e um sobrevivente

O caso aconteceu em julho de 2023, na cidade de Leongatha, no estado de Victoria. Erin convidou familiares do ex-marido para um almoço em sua casa e serviu um prato de carne conhecido como beef Wellington, preparado com cogumelos venenosos da espécie Amanita phalloides, popularmente conhecida como chapéu-da-morte.

Donald e Gail Patterson, ex-sogros de Erin, e Heather Wilkinson, irmã de Gail, morreram após consumir a refeição. Ian Wilkinson, marido de Heather, também passou mal e precisou de atendimento hospitalar, mas sobreviveu.

Defesa tentou anular as condenações

Erin havia sido condenada em 2025 por três homicídios e uma tentativa de homicídio. A defesa recorreu da decisão e alegou problemas durante o julgamento, incluindo possíveis riscos à imparcialidade dos jurados, que ficaram hospedados no mesmo hotel que integrantes da equipe de acusação e uma testemunha policial.

Os advogados também questionaram a condução do interrogatório de Erin durante o processo. A Corte de Apelação, porém, rejeitou os argumentos e manteve as condenações.

Juízes apontaram gravidade excepcional do crime

Ao justificar a retirada da possibilidade de liberdade condicional, o juiz Stephen McLeish afirmou que a conduta foi fria e calculada e que a gravidade dos crimes não permitia estabelecer um período mínimo de prisão antes de uma eventual análise de soltura.

O tribunal também considerou elementos como o planejamento do almoço, as tentativas de ocultar informações e a destruição de provas. A decisão significa que Erin deverá permanecer presa pelo resto da vida, sem direito à liberdade condicional.

Erin sempre negou ter cometido os assassinatos

Durante o processo, Erin sustentou que não sabia que os cogumelos utilizados na refeição eram venenosos e negou ter provocado as mortes intencionalmente. A defesa tentou demonstrar que houve falhas no julgamento, mas não conseguiu reverter o resultado.

Ainda existe a possibilidade de buscar uma última instância judicial na Suprema Corte da Austrália, embora esse tipo de recurso esteja sujeito a critérios rigorosos de admissibilidade.

O caso ganhou repercussão internacional pela forma como as vítimas foram envenenadas e pela relação familiar entre os envolvidos. A história também deverá ser retratada em uma produção televisiva, ampliando a atenção sobre um dos julgamentos criminais mais conhecidos da Austrália nos últimos anos.

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