A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora e a avaliação de uma mansão pertencente ao humorista Renato Aragão, de 91 anos, conhecido pelo personagem Didi, de Os Trapalhões. A medida foi tomada em um processo de cobrança de IPTU referente aos anos de 2021 a 2023. O débito atualizado foi informado em aproximadamente R$ 676 mil, enquanto o imóvel, localizado no Recreio dos Bandeirantes, já foi anunciado à venda por R$ 18 milhões.
A decisão foi assinada na terça-feira (27) pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Segundo o despacho, o artista foi citado no processo, mas não realizou o pagamento da dívida. A assessoria de Renato Aragão informou que os advogados acompanham o caso e que o valor devido será integralmente quitado.

Mansão de R$ 18 milhões de Renato Aragão pode ir a leilão por dívida de IPTU
Justiça determina penhora e avaliação da mansão
A determinação judicial prevê que um oficial de Justiça compareça ao imóvel para realizar a penhora e avaliar a propriedade. O procedimento busca garantir o pagamento da dívida cobrada pela Prefeitura do Rio de Janeiro.
A decisão também estabelece que Renato Aragão seja intimado formalmente da medida. A partir dessa intimação, o humorista terá prazo de 30 dias para apresentar embargos à execução, instrumento que permite contestar a cobrança judicial.
A esposa do artista, Lilian Aragão, também deverá ser intimada. Enquanto o processo estiver em andamento, Renato foi nomeado depositário do imóvel, ficando responsável pela conservação da propriedade.
Renato Aragão pode perder a mansão?
A penhora não significa que o humorista perdeu imediatamente a casa. A medida vincula o imóvel ao processo judicial como garantia do pagamento da dívida.
Caso o débito não seja regularizado, a execução fiscal poderá avançar para outras etapas, incluindo a possibilidade de leilão judicial. Entretanto, não existe confirmação de que a propriedade será colocada à venda pela Justiça.
O pagamento, um eventual parcelamento ou uma decisão judicial posterior podem modificar o andamento da cobrança.
Como é a mansão avaliada em R$ 18 milhões?
Localizada na região do Pontal Oceânico, no Recreio dos Bandeirantes, a propriedade possui aproximadamente 3 mil metros quadrados de área construída e reúne diferentes estruturas de lazer.
A residência conta com quatro suítes, piscina, churrasqueira, biblioteca, escritórios, salão de jogos, salão de festas, quadra de tênis, quadra poliesportiva, campo de futebol e heliponto.
O imóvel também possui dez vagas de garagem, jardins e áreas de convivência. A propriedade já havia sido anunciada no mercado imobiliário por R$ 18 milhões.
Esse valor corresponde ao preço anunciado para venda e não representa, necessariamente, a avaliação que será realizada pela Justiça.
Defesa afirma que dívida será quitada
Após a repercussão da decisão, a assessoria de Renato Aragão informou que os advogados estão acompanhando o processo e adotando providências para regularizar a situação.
“A assessoria de Renato Aragão informa que o débito mencionado será integralmente quitado.”
A manifestação indica a intenção de pagar a dívida, mas não confirma que o valor já tenha sido quitado.
Entenda a origem da cobrança
A ação de execução fiscal foi iniciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em dezembro de 2025 para cobrar débitos de IPTU acumulados entre 2021 e 2023.
O valor inicialmente informado era de aproximadamente R$ 548 mil. Com a atualização da cobrança, o montante chegou a cerca de R$ 676 mil, segundo as informações divulgadas sobre o processo.
Antes da determinação de penhora, a administração municipal já havia solicitado medidas judiciais para garantir o recebimento dos tributos.
Próximos passos
O processo deverá avançar com o cumprimento do mandado de penhora e a avaliação da mansão por um oficial de Justiça.
Depois da intimação, Renato Aragão poderá apresentar sua defesa no prazo estabelecido. A possibilidade de leilão dependerá da continuidade da execução fiscal e de eventuais medidas adotadas para quitar ou negociar a dívida.
Até o momento, não há confirmação de perda definitiva do imóvel nem de data para realização de leilão.