Renato Aragão e filha terão audiência por cobrança de R$ 872 mil

Juliana Rangel afirma que emprestou R$ 950 mil ao pai em 2018; família do humorista contesta a versão e diz que recursos faziam parte de acordo para administração do patrimônio
Redação NC News
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Renato Aragão, de 91 anos, e a filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, de 49, terão uma audiência de conciliação no dia 26 de outubro, às 13h, no Rio de Janeiro. O encontro faz parte de uma ação de cobrança no valor de R$ 872.485,58 movida por Juliana contra o humorista.

O processo tramita na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital e ainda não teve julgamento de mérito. A audiência será uma tentativa de acordo entre as partes e, portanto, não representa uma decisão da Justiça sobre a cobrança.

Segundo a versão apresentada por Juliana no processo, a disputa teve origem em R$ 950 mil entregues ao pai em dezembro de 2018. Ela afirma que o dinheiro veio da venda de um imóvel herdado da mãe e deveria ser devolvido até 31 de dezembro de 2023.

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Filha afirma que recebeu cerca de R$ 77 mil

Juliana sustenta na ação que apenas cerca de R$ 77 mil teriam sido devolvidos. O restante não teria sido quitado dentro do prazo estabelecido, segundo a versão apresentada por ela à Justiça.

O valor de R$ 872.485,58 aparece atualmente como valor da causa.

A filha do humorista também relata que parte da administração dos recursos era realizada pela madrasta, Lilian Aragão, e afirma que não tinha controle integral sobre as próprias finanças naquele período.

As alegações ainda serão analisadas no processo e não representam uma conclusão da Justiça.

Família de Renato Aragão contesta versão de empréstimo

A família do humorista apresentou uma versão diferente quando a ação se tornou pública, em novembro de 2025.

Segundo o posicionamento divulgado na época, o dinheiro não teria sido entregue a Renato como um empréstimo pessoal. A família afirma que existia um acordo, feito com orientação jurídica, para que parte do patrimônio herdado por Juliana fosse administrada pelo pai.

Ainda conforme a versão apresentada pela família, o objetivo era proteger e organizar os recursos para que Juliana pudesse utilizá-los ao longo do tempo.

A família também sustentou que movimentações extraordinárias eram registradas por escrito e que os valores não teriam sido incorporados ao patrimônio de Renato Aragão ou de Lilian Aragão.

Juliana pede para participar por videoconferência

Juliana vive atualmente em Santa Catarina e solicitou à Justiça autorização para participar da audiência de conciliação por videoconferência.

No pedido, ela argumenta que o deslocamento até o Rio de Janeiro representaria um custo elevado para ela e seus advogados.

Até a atualização mais recente do processo, não havia confirmação de que a participação virtual seria autorizada. A audiência está inicialmente prevista para ocorrer de forma presencial.

Processo ainda não teve julgamento

Caso pai e filha cheguem a um acordo durante a audiência de outubro, a disputa poderá ser encerrada por meio de conciliação.

Se não houver entendimento, o processo continuará tramitando e as versões apresentadas pelas duas partes serão analisadas pela Justiça.

A assessoria de Renato Aragão informou que não pretende se manifestar sobre o caso nem divulgar uma nova nota oficial neste momento.

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