As fortes chuvas que atingiram o estado de São Paulo entre domingo (1º) e segunda-feira (2) provocaram uma série de estragos, incluindo uma morte, pessoas feridas, alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de árvores. Na capital paulista, uma mulher de 80 anos morreu após o desabamento de uma estrutura no Parque do Carmo, na zona leste. Outras dez pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças.
No interior, a força da água também atingiu instituições e residências. Em Campos Novos Paulista, uma enxurrada invadiu o Asilo dos Avós, no bairro Capão Grande. O local precisou passar por serviços de limpeza e manutenção. Segundo a Defesa Civil, não houve registro de feridos ou moradores desalojados.
Em Apiaí, 18 casas foram danificadas pelos ventos e 47 pessoas precisaram deixar temporariamente suas residências. Os moradores foram acolhidos em casas de familiares. Ao todo, a Defesa Civil estadual emitiu 88 alertas relacionados às condições meteorológicas durante o período.
Mulher de 80 anos morre após desabamento na zona leste
Uma das ocorrências mais graves foi registrada no Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo, durante uma confraternização realizada na noite de domingo (1º).
Segundo informações da Polícia Militar, o muro de um terreno vizinho desabou e atingiu o imóvel onde as pessoas estavam reunidas. Uma mulher de 80 anos morreu e outras dez pessoas ficaram feridas, sendo oito adultos e duas crianças.
As vítimas receberam atendimento de equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os feridos foram encaminhados para hospitais da região.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desabamento. A perícia foi acionada, e exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico-Legal para auxiliar na apuração.
Enxurrada atinge asilo em Campos Novos Paulista
Em Campos Novos Paulista, no interior do estado, a força da chuva provocou uma enxurrada que atingiu o Asilo dos Avós, localizado no bairro Capão Grande.
A água invadiu as dependências da instituição, exigindo serviços de limpeza e manutenção para recuperar as condições do espaço.
De acordo com a Defesa Civil, apesar dos transtornos, não houve registro de pessoas feridas, desabrigadas ou desalojadas. A ocorrência mobilizou equipes para avaliar os impactos e acompanhar a situação do imóvel.
O episódio chamou atenção pela vulnerabilidade de instituições que recebem pessoas idosas, especialmente durante períodos de chuva intensa, quando alagamentos e enxurradas podem comprometer a segurança e o funcionamento desses espaços.
Apiaí tem 47 pessoas desalojadas após destelhamentos
O município de Apiaí também registrou prejuízos provocados pelo temporal. Ao menos 18 residências tiveram os telhados danificados pela força dos ventos, atingindo os bairros Sítio do Vale, Roseiras, Araçaíba e Variante.
Com os danos, 47 moradores precisaram deixar temporariamente suas casas. Segundo a Defesa Civil, eles foram acolhidos em residências de familiares.
A cidade também registrou quedas de árvores e alagamentos em vias públicas. As equipes municipais acompanharam as ocorrências e avaliaram a necessidade de assistência às famílias afetadas.
Campo Limpo Paulista registra alagamentos e deslizamentos
Em Campo Limpo Paulista, o transbordamento do Rio Jundiaí provocou alagamentos na Avenida Alfried Krupp e na Estrada da Bragantina.
O acúmulo de água e a presença de detritos prejudicaram a circulação de veículos. Também foram identificados deslizamentos de terra em três pontos da cidade: Estrada do Garcia, Rua Cordovil Fernandes Lopes e Rua Ágata.
A Estrada do Garcia permaneceu totalmente interditada devido às condições de segurança. Na Rua Águas Marinhas, a água atingiu quintais, mas não chegou a invadir as residências.
Quedas de árvores atingem rodovias e cidades do interior
As tempestades também provocaram quedas de árvores em diferentes municípios paulistas, com impactos sobre rodovias, vias urbanas e redes de distribuição de energia elétrica.
Em Presidente Prudente, aproximadamente dez eucaliptos de grande porte caíram sobre a Rodovia Júlio Budiski (SP-501), entre os quilômetros 1 e 2, durante a madrugada de segunda-feira. A pista ficou totalmente interditada nos dois sentidos, mas o tráfego foi normalizado posteriormente. Não houve registro de feridos.
Em Pompeia, cerca de 13 árvores e um poste caíram na área rural, danificando a rede elétrica e provocando interrupções no fornecimento de energia.
Já em Regente Feijó, foram registradas quatro quedas de árvores. Uma delas atingiu o muro de uma residência na Avenida Clemente Pereira. A falta de energia também afetou diferentes bairros do município.
Em Mogi das Cruzes, houve alagamentos na Avenida Ricieri José Marcatto, em César de Souza, e na Rua Bom Jesus, em Sabaúna. Os pontos foram normalizados. Também houve queda de árvores na Estrada do Taboão.
Em Cachoeira Paulista, a força do vento arrancou parte do telhado da Escola Municipal Ana Ferreira Marcondes. Três salas de aula foram interditadas. Como não havia pessoas no prédio durante o incidente, ninguém ficou ferido.
O município também registrou três quedas de árvores na Estrada da Bocaina, que ficou parcialmente interditada.
Defesa Civil emite 88 alertas durante período de chuvas
Diante das condições meteorológicas, a Defesa Civil do Estado de São Paulo intensificou o monitoramento e enviou alertas à população entre domingo (1º) e segunda-feira (2).
Ao todo, foram emitidos 88 avisos relacionados aos riscos provocados pelas chuvas. Parte das notificações foi encaminhada pelo sistema Defesa Civil Alerta, conhecido como Cell Broadcast, que permite o envio de mensagens diretamente aos celulares localizados em áreas de risco.
Também foram enviadas mensagens SMS com orientações preventivas. Foram 58 mensagens no domingo e outras 21 desde o início da segunda-feira.
Os alertas foram direcionados a moradores de municípios como Tarumã, Cândido Mota, Artur Nogueira, Santo Antônio de Posse, Apiaí, Ribeirão Branco, Guapiara, Mirante do Paranapanema e Marabá Paulista.
Como se proteger durante chuvas fortes?
A Defesa Civil orienta que a população evite atravessar ruas alagadas, pontes submersas e locais com correnteza. Mesmo quando a água parece rasa, a força da enxurrada pode arrastar pessoas e veículos.
Em situações de chuva intensa, também é importante evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas e estruturas que possam cair com a força dos ventos.
Moradores de áreas de encosta devem observar sinais de movimentação do solo, como rachaduras em paredes, inclinação de árvores e postes e surgimento de água barrenta no terreno.
Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
As equipes estaduais e municipais continuam acompanhando as áreas atingidas, avaliando os danos e prestando apoio conforme a necessidade. A orientação é que os moradores acompanhem os comunicados oficiais e respeitem os alertas emitidos pelas autoridades.