Desemprego cai para 5,8% em abril e atinge menor nível da série histórica no Brasil

Mercado de trabalho mantém ritmo de recuperação, com avanço nas contratações e aumento da renda média dos trabalhadores
Redação NC News
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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. O índice representa a menor taxa já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

O resultado mostra uma nova queda em relação aos 6,2% registrados no trimestre encerrado em janeiro e também fica abaixo dos 7,4% observados no mesmo período do ano passado. A melhora reforça o movimento de recuperação gradual do mercado de trabalho brasileiro.

De acordo com o levantamento, o número de pessoas ocupadas chegou a aproximadamente 103,5 milhões, novo recorde da série histórica. Já o contingente de desempregados caiu para cerca de 6,4 milhões de brasileiros em busca de trabalho.

O setor de serviços continuou liderando a geração de empregos no país, seguido por comércio, construção civil e indústria. O avanço da atividade econômica e o aumento do consumo das famílias ajudaram a impulsionar novas contratações nos últimos meses.

Outro destaque da pesquisa foi o crescimento do rendimento médio real dos trabalhadores. A renda habitual ficou em torno de R$ 3.460 por mês, registrando alta na comparação anual. A massa de rendimento — soma dos salários pagos no país — também atingiu patamar recorde.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que parte da expansão do emprego ainda está concentrada em vagas informais e em ocupações de menor remuneração. O nível de informalidade permanece acima de 37% da população ocupada.

O levantamento aponta ainda que a taxa de participação da população no mercado de trabalho voltou a crescer, indicando aumento do número de brasileiros procurando emprego ou retornando às atividades econômicas.

Economistas avaliam que a queda do desemprego pode fortalecer o consumo e favorecer o crescimento do PIB em 2026, mas ressaltam que o cenário segue dependente do controle da inflação, da taxa de juros e do ritmo da economia global.

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