A Justiça de São Paulo negou o pedido de prisão preventiva do rapper Oruam, investigado por disparo de arma de fogo durante uma festa realizada em um condomínio de luxo em Igaratá, no interior paulista.
A decisão foi tomada pela 2ª Vara de Santa Isabel, que entendeu não haver, neste momento, indícios concretos de tentativa de fuga ou de interferência do artista no andamento do processo. Segundo a magistrada responsável pelo caso, o cantor já foi formalmente citado por meio de sua defesa e demonstrou ciência da ação judicial.
O pedido de prisão havia sido apresentado pelo Ministério Público de São Paulo no início de maio. A promotoria alegava que a medida seria necessária devido à gravidade do episódio investigado.
De acordo com as investigações, Oruam teria efetuado disparos com uma espingarda calibre 12 durante uma comemoração em dezembro de 2024. Vídeos da ocasião circularam nas redes sociais e, segundo a polícia, mostrariam o artista atirando em meio a outras pessoas presentes no local. Um laudo pericial apontou que a munição utilizada era real.
Na época, o rapper afirmou que os projéteis seriam de borracha. A defesa também sustenta que não há provas definitivas de que o objeto exibido nas imagens seja uma arma de fogo real e questiona a condução da investigação.
Apesar da negativa da Justiça paulista, Oruam continua enfrentando problemas judiciais no Rio de Janeiro. O cantor é alvo de outro processo e segue procurado após a revogação de um habeas corpus relacionado a investigações conduzidas no estado fluminense.
Conhecido no cenário do trap nacional, Oruam ganhou projeção nos últimos anos com sucessos nas plataformas digitais e apresentações em grandes festivais de música.
Repórter: Bárbara Damasceno