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Medo de parecer menos homem faz muitos desistirem de procedimentos estéticos; entenda

Conhecido como afeminofobia, preconceito faz homens evitarem cuidados com a aparência por receio de julgamentos e mudanças nos traços do rosto
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O medo de ser considerado menos masculino ainda faz muitos homens desistirem de procedimentos estéticos, mesmo quando desejam melhorar a própria aparência. Esse comportamento está relacionado à afeminofobia, termo utilizado para descrever a rejeição a características socialmente associadas ao feminino.

O preconceito pode aparecer de diferentes formas, desde o constrangimento de procurar uma clínica até a preocupação com o resultado de tratamentos como botox, preenchimentos e harmonização facial. Para alguns homens, o receio não está apenas na mudança física, mas também na possibilidade de serem julgados por familiares, amigos ou colegas.

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O que é afeminofobia e como ela afeta os homens?

A afeminofobia está associada à rejeição de comportamentos, aparências e características consideradas femininas. No universo da estética, essa percepção pode levar homens a evitar tratamentos por acreditarem que cuidar do rosto ou suavizar sinais do envelhecimento ameaça sua masculinidade.

O preconceito também influencia as expectativas em relação aos resultados. Alguns pacientes procuram mudanças discretas e demonstram preocupação com a possibilidade de adquirir uma aparência diferente daquela com a qual estão acostumados.

Até o botox ganhou um nome para atrair o público masculino

A resistência de parte dos homens aos cuidados estéticos também provocou mudanças na maneira como determinados tratamentos são apresentados ao público.

Um exemplo é o termo “Brotox”, combinação da expressão informal inglesa “bro”, utilizada para se referir a um amigo ou irmão, com a palavra botox.

O nome passou a ser utilizado comercialmente para apresentar a aplicação de toxina botulínica ao público masculino. Apesar da diferença na divulgação, o procedimento utiliza a mesma substância empregada nos tratamentos tradicionais.

A mudança de linguagem mostra como os padrões de masculinidade também influenciam a publicidade e a forma como os serviços de beleza são oferecidos.

Busca masculina por procedimentos estéticos cresce

Apesar das barreiras culturais, a procura masculina por tratamentos de beleza tem aumentado. Aplicações de toxina botulínica, preenchimentos faciais, tratamentos contra flacidez e intervenções para melhorar o contorno corporal estão entre as opções buscadas por esse público.

O interesse também envolve homens que desejam reduzir sinais do envelhecimento sem modificar significativamente a própria aparência.

Nesse cenário, especialistas destacam a importância de individualizar os tratamentos, considerando as características naturais do rosto e as expectativas de cada paciente.

Procedimentos precisam respeitar a identidade do paciente

A preocupação com a masculinidade não deve determinar, por si só, a realização ou a recusa de um tratamento. A escolha precisa considerar o desejo individual, a indicação profissional e os possíveis riscos.

O excesso de preenchimentos, por exemplo, pode provocar alterações indesejadas nas proporções faciais. Por isso, acrescentar volume ou marcar determinadas regiões nem sempre representa uma melhora estética.

A avaliação também pode concluir que determinadas características não precisam de intervenção. Nem toda ruga exige tratamento, assim como nem todo rosto precisa seguir padrões de simetria ou definição.

O debate sobre afeminofobia evidencia uma questão que vai além dos consultórios: a pressão social para que homens correspondam a um modelo rígido de masculinidade, mesmo quando isso interfere em decisões pessoais relacionadas à aparência e ao autocuidado.

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