Julgamento de Henry Borel entra no 5º dia com tensão, depoimentos decisivos e expectativa por sentença

Mais de cinco anos após a morte brutal do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, o caso que chocou o país volta a mobilizar a atenção nacional. O julgamento de Monique Medeiros e do ex-vereador Dr. Jairinho chegou ao quinto dia nesta quinta-feira (29), no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, marcado por depoimentos emocionantes, embates entre defesa e acusação e expectativa crescente pela reta final do júri popular.
Redação NC News
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Os dois réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Segundo o Ministério Público, Henry foi vítima de uma sequência de agressões violentas dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, em março de 2021.

Durante os últimos dias de julgamento, testemunhas consideradas fundamentais pela acusação reforçaram a tese de que a criança sofria agressões recorrentes. Entre elas, ex-funcionários da residência, pessoas próximas à família e profissionais envolvidos na investigação do caso.

A defesa de Dr. Jairinho voltou a tentar questionar pontos da perícia e sustenta que não há provas diretas que comprovem autoria exclusiva das agressões. Já a defesa de Monique Medeiros argumenta que ela não participou das agressões e teria sido manipulada emocionalmente pelo então companheiro.

O pai de Henry, Leniel Borel, acompanha o julgamento desde o início e voltou a pedir justiça pela morte do filho. Em declarações anteriores, ele afirmou esperar que o júri “faça justiça por Henry e por todas as crianças vítimas de violência”.

Nos bastidores do tribunal, o clima é de forte tensão. O julgamento já havia sofrido adiamentos anteriores por estratégias da defesa e questões processuais, o que prolongou ainda mais a espera por uma decisão definitiva no caso.

Relembre o caso Henry Borel
Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no Rio de Janeiro. Inicialmente, a versão apresentada pela mãe e pelo padrasto era de que a criança teria sofrido um acidente doméstico.

No entanto, exames periciais apontaram múltiplas lesões graves no corpo do menino, incluindo hemorragia interna, laceração hepática e ferimentos compatíveis com agressões violentas. Médicos do hospital onde Henry foi levado afirmaram que ele já chegou sem vida à unidade.

As investigações da Polícia Civil concluíram que Henry foi vítima de tortura e homicídio. Conversas encontradas em celulares, depoimentos de testemunhas e relatos da babá do menino indicaram que as agressões eram frequentes.

O caso teve enorme repercussão nacional e motivou a criação da chamada Lei Henry Borel, sancionada em 2022, que endureceu penas para crimes cometidos contra crianças e adolescentes no ambiente familiar.

Agora, após anos de investigação, recursos e adiamentos, o país aguarda a decisão do júri que poderá definir o desfecho de um dos casos criminais mais marcantes da última década no Brasil.

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