Alexandre Frota se oferece para pagar multa e evitar prisão de jornalista perseguido por Zambelli

Luan Araújo foi condenado por difamação após publicar um texto sobre o episódio em que a deputada apontou uma arma para ele em 2022. Juiz havia convertido a pena pecuniária em prisão.
Redação NC News
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O ex-deputado federal e atual vereador em Cotia (SP), Alexandre Frota (PDT), ofereceu-se publicamente para pagar a multa imposta pela Justiça de São Paulo ao jornalista Luan Araújo. O objetivo da ajuda financeira é evitar a prisão do profissional, que foi condenado por difamação em um processo movido pela deputada federal Carla Zambelli (PL).

A reviravolta no caso ocorreu nas redes sociais. Ex-aliado da família Bolsonaro e hoje autodeclarado um político de centro-esquerda, Frota deixou um comentário em uma publicação onde Luan explicava a sua situação jurídica:

“Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar”, escreveu o vereador.
A condenação e o risco de prisão

A postagem do jornalista tratava da decisão proferida na última segunda-feira (1º) pelo juiz José Fernando Steinberg. O magistrado determinou a conversão da prestação pecuniária (multa) em pena privativa de liberdade, colocando Luan Araújo sob risco iminente de prisão caso o valor de R$ 2.216,30 não fosse quitado.

O estopim: a perseguição armada de 2022

O processo de difamação movido por Carla Zambelli tem origem nos desdobramentos de um dos episódios mais marcantes da reta final das eleições de 2022.

Na véspera do segundo turno presidencial, a deputada sacou uma arma de fogo e perseguiu Luan Araújo pelas ruas dos Jardins, em São Paulo. Após o trauma do episódio, o jornalista publicou um texto de opinião relatando o ocorrido e fazendo duras críticas à parlamentar.

Na publicação que motivou a condenação por difamação, Luan escreveu que Zambelli “segue uma seita de doentes de extrema-direita” e que a deputada “segue cometendo atrocidades atrás de atrocidades”.

A situação de Zambelli no STF

Enquanto a Justiça paulista condenou o jornalista pelas palavras publicadas, a conduta de Carla Zambelli no dia do episódio também teve consequências judiciais severas na mais alta corte do país. No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a parlamentar a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com o emprego de arma de fogo.

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