Quadrilha que aplicava golpes em idosos é alvo de operação em MG; 11 são presos

Esquema que movimentou R$ 22 milhões, desviava cartões de crédito, adulterava chips e abria contas em nome das vítimas
Redação NC News
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Pelo menos 11 pessoas foram presas em Belo Horizonte e cidades da Região Metropolitana nesta quinta-feira (11), durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em idosos e aposentados. O grupo é investigado por estelionato, furto mediante fraude e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram expedidos 14 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. Um veículo de luxo também foi apreendido durante a operação. A Justiça ainda determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas ligadas aos investigados.

Segundo as investigações, a organização criminosa desviava cartões bancários durante o processo de entrega aos clientes. Os criminosos substituíam os chips dos cartões, refaziam as embalagens e depois entregavam. Em seguida, o grupo conseguia senhas das vítimas para realizar compras e outras movimentações financeiras. Mais de 1.200 cartões teriam sido adulterados pela quadrilha.

A investigação aponta que funcionários de empresas responsáveis pela entrega dos cartões participavam do esquema, desviando as correspondências antes que chegassem aos destinatários. Segundo o Gaeco, foram as próprias empresas que denunciaram as irregularidades às autoridades. O grupo também contava com a participação de um funcionário de uma instituição financeira, apontado como peça-chave para o fornecimento de informações sigilosas e para a alteração de dados cadastrais das vítimas. Além disso, a quadrilha abria contas bancárias em nome dos alvos para ampliar as fraudes.

A organização criminosa possuía ainda integrantes responsáveis por recrutar entregadores, fornecer máquinas de cartão utilizadas para sacar recursos das contas das vítimas e atuar no núcleo financeiro do esquema, encarregado de distribuir os valores obtidos e ocultar a origem do dinheiro.

De acordo com o coordenador do Gaeco em Minas Gerais, Giovani Avelar, o grupo movimentou cerca de R$ 22 milhões nos últimos anos. As investigações começaram em 2023 e indicam que a organização também atuava no estado do Rio de Janeiro.

Durante a operação, foram apreendidos cartões de crédito, centrais eletrônicas e outros equipamentos que, segundo os investigadores, reforçam as evidências da atuação da organização criminosa.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, estelionato, furto mediante fraude, crimes contra o patrimônio e lavagem de dinheiro.

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