A disputa pelo Governo de Minas Gerais acaba de ganhar uma reviravolta. O senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, não deve entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes, segundo o presidente nacional do partido, Marcos Pereira. A decisão muda o cenário eleitoral no estado e afeta diretamente as articulações da direita para as eleições de 2026.
Cleitinho vinha sendo apontado como um dos principais nomes da disputa e aparecia na liderança de pesquisas de intenção de voto. Agora, com a possível saída do senador do páreo, partidos e pré-candidatos terão de reorganizar estratégias e alianças para ocupar o espaço deixado por ele.
O que aconteceu com a candidatura de Cleitinho?
A candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas vinha sendo tratada como uma das principais possibilidades para a eleição de 2026. O senador, porém, ainda não havia anunciado oficialmente a decisão.
Nos últimos dias, a definição ganhou ainda mais importância porque o PL, partido do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, aguardava uma posição de Cleitinho para definir sua estratégia no estado.
Agora, segundo o presidente do Republicanos, a tendência é que o senador não dispute o governo mineiro.
A decisão representa uma mudança importante no cenário eleitoral de Minas.
Por que a saída de Cleitinho mexe tanto com a eleição?
O senador aparecia na liderança das pesquisas de intenção de voto. Em levantamento Genial/Quaest divulgado nesta semana, Cleitinho tinha 35% das intenções de voto em um dos cenários testados. Alexandre Kalil aparecia com 12%, seguido por Patrus Ananias, com 10%. A pesquisa ouviu 1.482 eleitores mineiros entre os dias 22 e 26 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Por isso, a eventual saída do senador não representa apenas a desistência de um candidato. Ela pode alterar completamente a configuração da disputa.
O que muda para Flávio Bolsonaro?
A decisão também tem impacto na estratégia de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. O senador Cleitinho era considerado um nome forte para representar o campo da direita na disputa pelo governo estadual e poderia funcionar como um importante palanque para a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O PL chegou a manter a definição sobre sua própria candidatura ao governo em aberto enquanto aguardava uma decisão de Cleitinho. Entre os nomes considerados estavam o empresário Flávio Roscoe e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli.
Com a saída de Cleitinho, a tendência é que o partido precise acelerar as conversas para definir quem será o candidato do grupo.
Quem pode ocupar o espaço deixado por Cleitinho?
Com o senador fora da disputa, outros nomes passam a ganhar importância nas articulações. Entre as possibilidades que já circulavam estavam Flávio Roscoe e Vittorio Medioli.
Outro nome que apareceu nas articulações é o de Marcelo Aro, do PP, que mantém proximidade política com o governador Mateus Simões e também é cotado para a disputa ao Senado.
A definição, porém, ainda depende das negociações entre os partidos e das alianças que serão construídas para a eleição.
E quem lidera a disputa agora?
Sem Cleitinho, o cenário eleitoral deve ser completamente recalculado.
Na pesquisa Genial/Quaest divulgada antes da confirmação da possível desistência, Alexandre Kalil aparecia com 12% das intenções de voto e Patrus Ananias tinha 10%. Mateus Simões registrava 6%, enquanto Gabriel Azevedo tinha 4%.
Esses números, porém, não significam que esses candidatos automaticamente assumirão a liderança após a saída de Cleitinho.
Uma nova pesquisa com o cenário atualizado será necessária para medir o impacto da desistência e saber quem poderá herdar parte dos votos do senador.