A defesa de Monique Medeiros sofreu uma mudança importante nesta semana. A advogada criminalista Florence Rosa anunciou que não integra mais a equipe responsável pela defesa da mãe de Henry Borel, poucos dias após o encerramento do julgamento que voltou a colocar o caso entre os mais acompanhados do país.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Florence informou que sua atuação estava restrita à fase do Tribunal do Júri. Segundo a advogada, a chegada de um novo defensor para conduzir a etapa recursal do processo, somada a divergências sobre a estratégia jurídica a ser adotada daqui para frente, levou ao encerramento de sua participação no caso. A saída acontece em um momento decisivo da disputa judicial.
Caso entra em nova fase
Na semana passada, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Já Monique Medeiros teve reconhecida pelos jurados a omissão diante das agressões sofridas pelo filho. Apesar da condenação, recebeu o benefício do perdão judicial, o que extinguiu a pena aplicada pela Justiça.
Recursos podem mudar o resultado
A decisão, no entanto, está longe de encerrar o caso. O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da sentença e pede a revisão do entendimento que levou ao perdão judicial concedido a Monique. O assistente de acusação que representa a família de Henry também apresentou recurso contestando o resultado do julgamento.
Por outro lado, a defesa de Jairinho também tenta reverter a condenação, alegando irregularidades durante o julgamento.
Próximos passos
Os recursos serão analisados pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que poderá manter a sentença ou determinar novas medidas processuais, incluindo a possibilidade de um novo julgamento em relação a pontos contestados pelas partes.
Enquanto isso, a saída de Florence Rosa marca uma nova reviravolta em um dos casos criminais de maior repercussão dos últimos anos no Brasil, que continua gerando desdobramentos judiciais mesmo após o encerramento do júri.