A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou um inquérito de urgência para investigar um grave caso de violência física e intolerância ocorrido na noite da última quinta-feira (11). A vítima, identificada como Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, de 69 anos, foi covardemente agredida em frente ao prédio onde mora, no tradicional bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Em depoimento formal prestado às autoridades, o idoso — que é militante do Partido dos Trabalhadores (PT) — afirmou categoricamente que a motivação do ataque foi estritamente política. A violência teria começado após os agressores avistarem um adesivo da deputada federal Benedita da Silva (PT) colado em sua bolsa.
O que aconteceu?
De acordo com o relato que chegou à equipe de jornalismo do programa NC News Acontece — que vai ao ar diariamente, ao vivo, às 15h30, com o apresentador Alex Sampaio —, o idoso retornava para casa quando foi surpreendido e encurralado por um grupo composto por um homem e duas mulheres. Segundo a vítima, os três envolvidos tinham forte porte físico e “aparência de lutadores”.
A abordagem evoluiu rapidamente para a agressão física brutal, sem dar qualquer chance de defesa para o idoso. Mauro relatou na delegacia os momentos de pânico:
No meio da abordagem, uma das mulheres aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”, imobilizando o idoso pelo pescoço e sufocando-o por trás. Enquanto estava totalmente indefeso e preso pelo golpe, o homem do grupo aproveitou para desferir diversos socos em cheio contra o seu rosto.
Qual a postura das autoridades e o andamento do caso?
O caso foi registrado e está sendo conduzido pela delegacia de bairro da Zona Sul carioca. De pé no estúdio do portal, o consultor jurídico Dr. Francisco Gomes ressaltou a gravidade de crimes de lesão corporal motivados por divergências ideológicas e as implicações jurídicas na segurança pública.
“Estamos falando de uma agressão covarde contra uma pessoa idosa, com o agravante da motivação por intolerância política. O Código Penal é rígido contra lesões corporais e a polícia agora trabalha na identificação do trio por meio de câmeras de monitoramento da rua e depoimentos de testemunhas”, explicou o advogado durante o debate.
Os investigadores da Polícia Civil já realizaram uma varredura na região em busca de circuitos de segurança de hotéis, comércios e edifícios vizinhos para tentar identificar o veículo de fuga ou o rosto dos suspeitos.
O que acontece agora?
O idoso passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) para comprovar a extensão das lesões no rosto e no pescoço provocadas pelos socos e pelo estrangulamento. O caso gerou forte repercussão e notas de repúdio de lideranças parlamentares locais, que cobram punição severa para os agressores. O portal NC News continua acompanhando os desdobramentos das investigações policiais no Rio de Janeiro para atualizar as informações assim que os envolvidos forem intimados.