O vice-primeiro-ministro de Cuba, Ramiro Valdés Menéndez, morreu aos 94 anos neste domingo (21), em Havana. A informação foi confirmada pelo governo cubano, que destacou a trajetória do dirigente como uma das figuras mais importantes da Revolução Cubana.
A causa da morte não foi divulgada até o momento, mas veículos oficiais do país destacaram que Valdés enfrentava problemas de saúde nos últimos meses.
A morte encerra a trajetória de um dos últimos nomes vivos da chamada “geração histórica” que chegou ao poder com Fidel Castro em 1959.
O que aconteceu?
Segundo comunicados oficiais, o falecimento ocorreu na manhã deste domingo.
Ramiro Valdés era vice-primeiro-ministro e considerado um dos pilares do sistema político cubano, tendo ocupado cargos de alto escalão por mais de seis décadas.
Ele foi homenageado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, que lamentou a perda e afirmou que a morte “dói profundamente, como a de um pai”.
Quem foi Ramiro Valdés?
Valdés foi uma das figuras centrais da Revolução Cubana desde os anos 1950.
Ele participou de eventos decisivos do movimento liderado por Fidel Castro, incluindo o ataque ao Quartel Moncada em 1953 e a expedição do iate Granma em 1956, que marcou o início da guerrilha revolucionária em Cuba.
Ao longo da carreira, ocupou posições estratégicas no governo cubano, incluindo o comando do Ministério do Interior e cargos de vice-presidente e vice-primeiro-ministro.
Era considerado um dos nomes mais influentes do aparato político e de segurança do país.
Por que ele era tão importante em Cuba?
Ramiro Valdés fazia parte do grupo mais próximo de Fidel e Raúl Castro, tendo influência direta em áreas como segurança do Estado, energia e telecomunicações.
Mesmo com idade avançada, seguia atuando no governo e participando de decisões estratégicas do país até os últimos anos.
Sua presença era vista como símbolo da continuidade da estrutura política criada após a Revolução de 1959.
Como foi a repercussão?
A morte gerou forte repercussão em Cuba e entre aliados políticos do regime.
Autoridades destacaram sua lealdade ao sistema e sua longa trajetória dentro do governo. Em mensagens oficiais, ele foi lembrado como um “herói da República” e “comandante da Revolução”.
Nas redes sociais e em veículos internacionais, o anúncio também repercutiu devido ao peso histórico de sua atuação no cenário político latino-americano.
O que acontece agora?
O governo cubano deve organizar homenagens oficiais e cerimônias de despedida nos próximos dias.
Como figura histórica do regime, é esperado que Valdés receba honras de Estado e que sua trajetória seja amplamente destacada pela imprensa estatal.
Contexto final
Ramiro Valdés foi um dos últimos sobreviventes da geração que tomou o poder em Cuba na segunda metade do século XX. Sua morte marca o fim de uma era dentro da estrutura política do país e simboliza a transição definitiva de liderança da Revolução Cubana para uma nova geração de dirigentes.