O Japão empata por 1 a 1 com a Suécia nesta quarta-feira (25), em Arlington, e garante a segunda posição do Grupo F do Mundial de Seleções 2026. O resultado define o confronto contra o Brasil nas oitavas de final, marcado para sábado (29), às 14h (de Brasília), em Houston.
Empate que redesenha o caminho do mata-mata
O jogo no AT&T Stadium, às 20h no horário de Brasília, entra na conta como mais do que um simples empate. Com cinco pontos, dois a menos que a Holanda, o Japão escapa da chave da líder do grupo e cruza o caminho da Seleção Brasileira, primeira do Grupo C.
A Suécia, terceira colocada com quatro pontos, também avança, mas em situação menos confortável. Classificada como uma das melhores terceiras, entra no mata-mata com menos controle sobre o adversário e perspectiva de cruzar com seleções de maior peso já nas oitavas.
O desfecho reorganiza forças no torneio. O Brasil evita um confronto imediato com a Holanda e encara um Japão em alta, enquanto o futebol asiático ganha vitrine com uma campanha sólida em um grupo equilibrado.
Maeda abre, Elanga responde e Suzuki segura
O primeiro tempo em Arlington mostra duas seleções tensas, preocupadas em não errar. O Japão se posta no 3-4-2-1, com alas bem abertos e linhas compactas, como descreve o UOL: “A equipe, comandada por Hajime Moriyasu, atua no 3-4-2-1”. A Suécia responde com blocos médios e aposta em transições rápidas pelas pontas.
As chances surgem aos poucos. Zion Suzuki trabalha cedo em chute de Alexander Bernhardsson da entrada da área. Do outro lado, Daizen Maeda cabeceia por cima após cruzamento de Hiroki Ito. O empate sem gols no intervalo reflete o nervosismo e o excesso de passes errados.
O Japão volta mais agressivo. Segundo o UOL, “o Japão voltou melhor para o segundo tempo”. Ao Tanaka e Daichi Kamada encontram mais espaços entre as linhas suecas, e a seleção asiática empurra o adversário para o próprio campo.
A pressão vira gol aos 11 minutos do segundo tempo. Em jogada trabalhada pelo centro, Ritsu Doan tabela com Ao Tanaka e encontra Maeda em profundidade. O atacante aparece nas costas da zaga e finaliza na saída de Jacob Widell Zetterström para abrir o placar. “Na marca de 11 minutos do segundo tempo, Daizen Maeda colocou os japoneses em vantagem”, relata a CNN Brasil.
A vantagem, porém, dura pouco. Aos 17, Anthony Elanga recebe pela direita, corta para dentro e acerta o canto de Suzuki com chute forte e preciso. “Anthony Elanga anotou um golaço de fora da área e igualou a disputa”, descreve a CNN Brasil. O empate reacende a Suécia, que passa a ocupar o campo ofensivo com mais gente.
O time europeu pressiona. Alexander Isak testa de média distância, e Suzuki cai no canto direito para defender. Em seguida, cruzamentos se acumulam na área japonesa. Sem a bola, o Japão recua, forma duas linhas de cinco e passa a explorar apenas contra-ataques esporádicos.
Os minutos finais concentram o drama. Elanga exige nova defesa de Suzuki em chute cruzado já nos acréscimos. Logo depois, Isak cabeceia na pequena área, o goleiro japonês desvia levemente e a bola explode no travessão. A CNN Brasil resume a atuação do camisa 1: “Suzuki fez duas defesas cruciais para manter o empate no placar”.
O árbitro salvadorenho Iván Barton encerra o jogo com o 1 a 1 mantido no placar. Shogo Taniguchi, pelo Japão, e Isak Hien e Viktor Gyokeres, pela Suécia, recebem cartão amarelo em uma partida intensa, mas sem violência acima da média.
Brasil no horizonte e vitrine para o futebol asiático
Com o ponto somado, o Japão fecha a fase de grupos com cinco pontos, atrás apenas da Holanda, que faz 3 a 1 na Tunísia e termina com sete. O empate diante da Suécia se soma ao 2 a 2 contra os holandeses e à goleada por 4 a 0 sobre os tunisianos, consolidando a seleção asiática como uma das mais organizadas taticamente do Mundial.
O encontro com o Brasil, já confirmado para 29 de junho, às 14h (de Brasília), em Houston, ganha contornos de teste de fogo. “O duelo contra o Brasil será na próxima segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), em Houston (EUA)”, lembra o UOL. Os japoneses chegam com a confiança de quem se defende bem, pressiona quando necessário e mostra repertório ofensivo com Maeda, Kamada, Doan e o talento de Takefusa Kubo na criação.
Para a Seleção Brasileira, o cenário é ambíguo. Evita a rota de confrontos mais pesados da chave da Holanda, mas encara um rival que combina intensidade física com disciplina tática. O 3-4-2-1 de Hajime Moriyasu, que se transforma em linha de cinco na defesa, tende a exigir paciência e criatividade do ataque brasileiro, além de atenção nas transições rápidas japonesas.
Do ponto de vista de mercado, a performance japonesa reforça o interesse internacional em jogadores do país. Maeda se afirma como peça decisiva em jogos grandes; Kubo, Doan e Kamada chamam atenção pela técnica; Zion Suzuki, pelos reflexos sob pressão. A exposição em um duelo de mata-mata contra o Brasil amplifica essa vitrine e pode acelerar negociações e investimentos em atletas e clubes japoneses.
Na Suécia, o sentimento é de avanço com ressalvas. A classificação como uma das melhores terceiras coloca a seleção nórdica em um caminho mais incerto, possivelmente contra campeões de grupo de peso. A queda de controle sobre o chaveamento impacta planejamento, discurso e até expectativas de patrocinadores em relação ao alcance da campanha.
Imprevisibilidade do Mundial e próximas respostas
O empate em Arlington reforça a impressão de um Mundial de Seleções menos previsível, em que seleções emergentes empurram tradicionais para jogos de alta tensão já na primeira fase. O Japão se apresenta como símbolo dessa mudança, com um modelo de jogo claro, elenco equilibrado e capacidade de competir em alto nível contra europeus.
O próximo capítulo chega em quatro dias, em Houston. O desempenho japonês diante do Brasil tende a influenciar o olhar global sobre o futebol asiático. Uma atuação convincente, mesmo sem classificação, pode consolidar a região como polo em crescimento, atrair mais investimento e estimular intercâmbio técnico com ligas de maior orçamento.
Para o Brasil, o duelo representa um teste de maturidade em mata-mata logo na estreia da fase eliminatória. Para o Japão, a chance de transformar solidez em protagonismo. O que hoje é apenas um empate por 1 a 1 contra a Suécia pode ser lembrado, mais adiante, como o passo que abriu uma rota inédita para os Samurais Azuis.
Quanto foi o jogo do Japão hoje?
O Japão empatou com a Suécia por 1 a 1, em partida disputada no AT&T Stadium, em Arlington, pela terceira rodada do Grupo F do Mundial de Seleções 2026.
Onde assistir Japão hoje?
O próximo jogo do Japão é contra o Brasil, no sábado (29), às 14h (de Brasília), em Houston. A transmissão depende dos detentores de direitos no Brasil.