O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, respondeu nesta quinta-feira (3) a uma publicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o fim da escala de trabalho 6×1.
Em publicação na rede social X, Marinho afirmou que Lula seria “mal-intencionado” ao defender a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
A declaração ocorreu depois de Lula criticar a atuação da oposição no Congresso e afirmar que o grupo, segundo ele, estaria tentando impedir o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1.
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Senador prevê impactos econômicos
Na publicação, Marinho classificou a defesa da redução da jornada como o “golpe da picanha 2” e afirmou que a medida poderia provocar aumento de preços, fechamento de empresas, desemprego e crescimento da informalidade.
Segundo o senador, o custo da mudança acabaria recaindo sobre os próprios trabalhadores.
Marinho também acusou Lula de utilizar a discussão sobre a jornada de trabalho com finalidade eleitoral e afirmou que o presidente teria “um projeto de poder e não um projeto de país”.
Lula defende redução da jornada
Antes da resposta de Marinho, Lula afirmou nas redes sociais que a oposição, “capitaneada pelo coordenador da campanha do meu opositor”, atuava para impedir o avanço da proposta no Senado.
O presidente defendeu a redução da jornada sem diminuição dos salários e comparou as críticas atuais às reações que ocorreram no passado durante a ampliação de direitos trabalhistas, como férias e 13º salário.
PEC avança no Senado
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na quarta-feira (2). Rogério Marinho esteve entre os quatro senadores que registraram voto contrário ao texto.
O relatório prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com cinco dias de trabalho e dois dias de descanso, sem redução salarial.
Agora, a PEC ainda precisa ser analisada pelo plenário do Senado. Para ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos. A expectativa informada pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), é que a votação possa ocorrer em outubro, caso não haja convocação extraordinária ainda em setembro.
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Entenda o contexto
O fim da escala 6×1 se tornou um dos principais pontos de disputa política em torno das relações de trabalho. A proposta em discussão no Senado estabelece jornada de até 40 horas semanais, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso e manutenção da remuneração.
O tema ganhou novo peso político após Lula associar a atuação da oposição no Congresso à coordenação da campanha de seu adversário, Flávio Bolsonaro. Rogério Marinho, por sua vez, respondeu diretamente ao presidente e criticou os possíveis efeitos econômicos da mudança.
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