Dormir pouco faz mal à saúde, mas exagerar no tempo de descanso também pode trazer consequências. Especialistas alertam que pessoas que dormem regularmente por muitas horas apresentam maior risco de desenvolver problemas cardiovasculares, diabetes, depressão e outras doenças crônicas, da mesma forma que quem dorme menos do que o recomendado.
Segundo pesquisadores, o mais importante não é apenas a quantidade de horas dormidas, mas a qualidade do sono e a regularidade da rotina. Para a maioria dos adultos, o intervalo considerado ideal fica entre sete e nove horas por noite, embora a necessidade possa variar de pessoa para pessoa.
Dormir demais faz mal?
Sim, quando o excesso de sono se torna frequente.
Pesquisas indicam que pessoas que costumam dormir por longos períodos apresentam maior incidência de doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes tipo 2 e transtornos de saúde mental. No entanto, os especialistas ressaltam que dormir muito nem sempre é a causa desses problemas. Em muitos casos, o excesso de sono pode ser um sinal de que existe alguma condição de saúde ainda não diagnosticada.
Por que o excesso de sono preocupa?
Dormir além da necessidade do organismo pode estar relacionado a diferentes fatores, entre eles:
apneia do sono;
depressão;
ansiedade;
doenças neurológicas;
alterações hormonais;
uso de medicamentos;
distúrbios metabólicos.
Por isso, pessoas que dormem muitas horas e ainda acordam cansadas devem procurar avaliação médica para investigar a causa do problema.
Dormir pouco continua sendo um grande risco
A privação de sono continua sendo uma das principais preocupações dos especialistas.
Dormir menos do que o necessário está associado ao aumento do risco de:
hipertensão arterial;
doenças cardiovasculares;
obesidade;
diabetes;
redução da imunidade;
dificuldade de concentração;
alterações de memória;
piora do humor;
maior risco de acidentes.
Qual é o tempo ideal de sono?
Embora existam diferenças individuais, médicos recomendam que adultos durmam, em média, entre sete e nove horas por noite.
Mais importante do que atingir um número exato é acordar descansado e manter horários regulares para dormir e despertar. A regularidade ajuda a preservar o ritmo biológico do organismo e melhora a qualidade do descanso.
Como saber se o sono está saudável?
Alguns sinais indicam que o descanso pode não estar sendo suficiente ou de boa qualidade:
acordar cansado todos os dias;
sonolência excessiva durante o dia;
dificuldade para manter a concentração;
necessidade frequente de cochilos;
ronco intenso ou pausas na respiração durante o sono;
dores de cabeça ao despertar.
Caso esses sintomas sejam frequentes, a orientação é procurar um médico especialista em medicina do sono.
Como melhorar a qualidade do sono?
Especialistas recomendam algumas medidas simples que podem fazer diferença:
manter horários regulares para dormir e acordar;
evitar telas de celulares e computadores antes de dormir;
reduzir o consumo de cafeína e bebidas alcoólicas à noite;
praticar atividade física regularmente;
manter o quarto escuro, silencioso e confortável;
evitar refeições pesadas próximo ao horário de dormir.
Acordar cansado
Sonolência durante o dia
Dificuldade de concentração
Ronco intenso
Cochilos frequentes
Entenda o contexto
Durante muito tempo, os estudos sobre sono concentraram atenção principalmente na privação de descanso. Nos últimos anos, porém, pesquisas também passaram a demonstrar que o excesso de sono pode estar associado a diversos problemas de saúde. Especialistas explicam que, em muitos casos, dormir demais não é a causa das doenças, mas um sintoma de condições que ainda precisam ser diagnosticadas.
Por isso, a recomendação atual é buscar equilíbrio. Dormir entre sete e nove horas por noite, manter uma rotina regular e procurar atendimento médico quando houver sonolência excessiva ou cansaço persistente são medidas importantes para preservar a saúde física e mental.