O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (30), durante coletiva de imprensa, que ainda não definiu quem será seu candidato a vice nas eleições de 2026. Segundo ele, o partido segue em negociações com outras legendas e a composição da chapa dependerá das alianças firmadas nos próximos meses.
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Durante a entrevista, Zema também falou sobre programas sociais, respondeu a questionamentos do NC News sobre propostas para programas sociais e evitou comentar a crise envolvendo a família Bolsonaro, tema que tem ocupado parte do noticiário político nas últimas semanas.
Vice ainda depende de negociações políticas
Questionado sobre a escolha do candidato a vice-presidente, Zema afirmou que o Partido Novo ainda conversa com outras siglas antes de anunciar a composição definitiva da chapa.
Segundo o presidenciável, ainda não existe uma data para divulgar o nome.
A escolha do vice costuma fazer parte das estratégias eleitorais dos partidos, já que a composição da chapa pode ampliar alianças políticas, fortalecer a presença regional e reduzir resistências entre diferentes grupos do eleitorado.
Durante a coletiva, o NC News questionou o pré-candidato sobre a repercussão das declarações feitas nos últimos meses a respeito das regras para permanência de programas sociais.
Zema reafirmou que pretende manter os programas, mas defendeu mudanças nos critérios para os beneficiários considerados aptos ao mercado de trabalho. Segundo ele, homens que tenham condições de trabalhar deverão participar de programas de qualificação profissional como condição para permanecer no benefício.
Sobre a fala recente de cobrar uma profissão apenas do publico masculino como parte da adesão ao Bolsa Família, O pré-candidato voltou a argumentar que a exigência não seria aplicada às mulheres, levando em consideração a realidade de muitas famílias brasileiras.
“As mulheres muitas vezes já têm uma carga de trabalho doméstico muito grande. A profissionalização será exigida dos homens que quiserem permanecer no programa.”
A proposta faz parte do discurso do presidenciável de associar programas de transferência de renda a políticas de capacitação profissional e inserção no mercado de trabalho.
Zema afirmou que uma eventual gestão do Novo não pretende extinguir automaticamente políticas públicas em andamento. Segundo ele, cada programa será avaliado individualmente e aqueles que apresentarem resultados positivos poderão ser mantidos, desde que passem por revisão administrativa e respeitem critérios de eficiência e responsabilidade fiscal.
A declaração busca sinalizar uma postura de continuidade seletiva, em que iniciativas consideradas eficazes permanecem, enquanto outras poderão ser reformuladas ou substituídas.
Crise envolvendo Bolsonaro ficou sem comentário
A crise pública envolvendo integrantes da família Bolsonaro tem provocado repercussão no cenário político nacional nas últimas semanas. O presidenciável preferiu não entrar no tema e disse que este é um assunto de família.
A resposta foi breve e encerrou qualquer manifestação sobre o episódio, mantendo o foco da coletiva nas articulações eleitorais.
Corrida presidencial entra em fase de articulações
A entrevista ocorre em um momento de intensificação das movimentações para as eleições presidenciais de 2026. Com a aproximação das convenções partidárias, partidos negociam alianças, discutem composições de chapa e buscam ampliar o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade política nos estados.
Além da definição dos candidatos a vice-presidente, as legendas também trabalham na construção de apoios regionais e estratégias para consolidar suas candidaturas antes do início oficial da campanha.
Romeu Zema é o pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições de 2026. Nas últimas semanas, o ex-governador de Minas Gerais intensificou a agenda de viagens e encontros com lideranças políticas em diferentes estados para ampliar alianças e fortalecer sua candidatura.
A definição do candidato a vice é considerada uma das principais etapas dessa fase de articulação política. Paralelamente, temas como programas sociais, responsabilidade fiscal e alianças partidárias devem dominar o debate eleitoral nos próximos meses, à medida que os presidenciáveis apresentam propostas e consolidam suas estratégias de campanha.