Menino de 9 anos se feriu em salto de rope jump meses antes de morrer em nova tragédia

Criança sofreu escoriações após falha no procedimento, segundo relato da investigação; caso voltou à tona após morte de jovem em salto sem corda em Limeira
Redação NC News
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Um menino de 9 anos sofreu ferimentos leves durante um salto de rope jump meses antes da morte de uma jovem de 21 anos, em um caso que chocou o interior de São Paulo e acendeu alerta sobre a segurança da prática de esportes radicais. O episódio envolvendo a criança aconteceu em março deste ano, em uma atividade realizada pela mesma equipe investigada pela tragédia mais recente.

O caso voltou a ganhar repercussão após a morte de Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, que caiu durante um salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), em junho.

No episódio com o menino de 9 anos, ocorrido meses antes da morte da jovem, ele teria participado de um salto experimental de rope jump e acabou sofrendo escoriações leves após uma falha no procedimento de segurança.

Segundo o relato da investigação, a corda de sustentação foi retirada antes da conclusão completa do movimento pendular, fazendo com que a criança tocasse o solo durante a descida, o que resultou em ferimentos leves, principalmente no joelho.

O menino ainda teria relatado leve impacto na cabeça, mas não houve registro de ferimentos graves ou necessidade de internação hospitalar na ocasião. O caso foi descrito pelo pai da criança, que trabalhava de forma eventual com a equipe responsável pelas atividades de rope jump.

O QUE É ROPE JUMP E COMO FUNCIONA A ATIVIDADE

O rope jump é uma atividade considerada de esporte radical, em que o participante salta de estruturas elevadas preso a cordas de segurança, formando um movimento de pêndulo no ar.

O risco está diretamente ligado ao cálculo de altura, tensão das cordas e checagem de equipamentos antes do salto , qualquer falha pode resultar em quedas ou impactos com estruturas próximas ao solo.

O QUE DIZEM AS REGRAS DE SEGURANÇA

Há recomendações técnicas no setor de esportes de aventura que orientam a não participação de menores de idade em atividades de alto risco, especialmente sem regulamentação formal e supervisão especializada.

Em práticas similares, entidades do setor costumam estabelecer idade mínima e exigência de autorização dos responsáveis, além de equipamentos certificados e revisões constantes.

O CASO DA JOVEM MORTA EM LIMEIRA

A morte de Maria Eduarda de Freitas, de 21 anos, ocorreu em junho, durante um salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

Ela caiu durante a prática e o caso está sob investigação da Polícia Civil, que apura possíveis falhas na execução do salto e nas condições de segurança do equipamento utilizado.

A investigação também aponta que outros instrutores e envolvidos foram indiciados por homicídio qualificado ou outras modalidades de responsabilidade, dependendo do grau de participação no evento.

COMO A INVESTIGAÇÃO CHEGOU AO EPISÓDIO DA CRIANÇA

A informação sobre o salto do menino de 9 anos surgiu durante a apuração de outros eventos realizados pela mesma equipe.

O objetivo dos investigadores é entender se houve padrão de falhas ou negligência em atividades anteriores, especialmente em situações envolvendo participantes sem experiência ou menores de idade.

POR QUE ESSE CASO VIRA ALERTA

O conjunto dos episódios levanta questionamentos sobre a segurança de atividades radicais realizadas sem fiscalização rigorosa.

Especialistas do setor costumam alertar que falhas em checagem de cordas, cálculo de peso e posicionamento de ancoragens podem causar acidentes graves mesmo em saltos considerados “controlados”.

A polícia ainda apura se houve falhas repetidas nos procedimentos de segurança, quem era o responsável pela checagem dos equipamentos em cada salto, se havia autorização adequada para as atividades realizadas e o nível de treinamento da equipe envolvida

As investigações seguem em andamento e devem consolidar um relatório final que será enviado ao Ministério Público, que decidirá se apresenta denúncia formal à Justiça.

O rope jump e outras atividades de aventura cresceram nos últimos anos no Brasil, muitas vezes em estruturas improvisadas ou locais abandonados, o que amplia o risco quando não há fiscalização rígida.

Casos de acidentes recentes reacendem o debate sobre regulamentação, idade mínima e responsabilidade das empresas que oferecem esse tipo de experiência. A investigação atual tenta justamente entender se falhas isoladas ou repetidas podem ter contribuído para tragédias mais graves.

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