A aprovação ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) chegou a 63% entre os eleitores paulistas, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (5). O levantamento indica estabilidade na percepção sobre a administração estadual, mantendo índices semelhantes aos registrados na pesquisa anterior.
Além da aprovação geral, 45% dos entrevistados classificaram a gestão como ótima ou boa, enquanto 32% a consideram regular e 20% avaliam o governo como ruim ou péssimo. Outros 3% não souberam responder.
O que mostra a pesquisa?
O levantamento revela que a administração estadual segue com avaliação positiva entre a maioria dos eleitores de São Paulo.
Na avaliação do governo:
Ótimo ou bom: 45%
Regular: 32%
Ruim ou péssimo: 20%
Não sabem: 3%
Já quando questionados sobre a aprovação do trabalho do governador:
Aprova: 63%
Desaprova: 32%
Não sabe: 6%
Os números indicam um cenário de estabilidade em relação à pesquisa anterior realizada pelo instituto, sem oscilações significativas dentro da margem de erro.
Como foi realizada a pesquisa?
O Datafolha entrevistou 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas entre os dias 1º e 3 de julho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Quais são os principais desafios apontados pelos eleitores?
Apesar da avaliação positiva da gestão, a pesquisa mostra que parte significativa da população considera que ainda há espaço para avanços.
Entre os entrevistados, 46% afirmam que o governador fez menos do que poderia durante o mandato, percepção que aparece ao lado da preocupação com áreas como segurança pública e saúde, frequentemente citadas entre os principais desafios enfrentados pelo Estado.
Qual o impacto político?
A divulgação da pesquisa ocorre a poucos meses das eleições estaduais de outubro e fortalece a posição política de Tarcísio de Freitas no cenário paulista.
A manutenção de índices elevados de aprovação tende a ampliar o capital político do governador e influencia as articulações partidárias para a disputa eleitoral, embora a campanha oficial ainda esteja sujeita às regras da legislação eleitoral.
Especialistas costumam destacar que avaliações positivas de governo podem favorecer candidaturas à reeleição, mas o desempenho nas urnas também depende da evolução do cenário econômico, da campanha eleitoral e da consolidação das alianças políticas.
O que acontece agora?
Com o início do período eleitoral, novas pesquisas devem acompanhar a evolução da avaliação do governo e das intenções de voto dos eleitores paulistas.
Os levantamentos servirão como termômetro para medir o impacto das campanhas, dos debates e dos principais temas da eleição sobre o eleitorado.