Tiago Leifert mira Ancelotti após pênalti perdido do Brasil

Tiago Leifert critica a escolha de Ancelotti para a cobrança de pênalti na derrota do Brasil para a Noruega.
Redação NC News
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Tiago Leifert criticou abertamente Carlo Ancelotti neste domingo, 5, ao afirmar que Vinícius Jr. deveria bater o pênalti perdido por Bruno Guimarães na derrota do Brasil para a Noruega, em Nova York. Para o apresentador do SBT, a escolha ajuda a explicar a eliminação nas oitavas de final do Mundial de Seleções.

Crítica em tempo real e foco no pênalti

O comentário surge ainda com o jogo fresco na memória do torcedor. Em live no seu canal no YouTube e na transmissão do SBT, Leifert transforma a escolha do cobrador em símbolo da queda precoce da seleção.

Aos poucos, o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães se torna o lance central da discussão pós-jogo. A cobrança, defendida por Nyland, impede o Brasil de abrir o placar num momento em que a equipe domina a partida. O erro antecede a reação norueguesa, liderada por Erling Haaland, que decide o duelo com dois gols e sela o 2 a 1.

Leifert não poupa a comissão técnica. “Você começa a olhar o time titular e pensa: ‘meu Deus, quem bate pênalti nessa seleção?’. E não é ser engenheiro de obra pronta, a comissão técnica do Ancelotti errou. Quem bate pênalti em Copa do Mundo é o pic*”, dispara, ao vivo.

O argumento: a estrela é quem decide

Ao longo da transmissão, o apresentador insiste na ideia de hierarquia técnica em decisões sob pressão. Para ele, pênalti em fase mata-mata de Mundial não é espaço para apostas, mas para o protagonista do time.

“Mas a estatística. Quem bate é a estrela. O Haaland, o Messi, o Cristiano Ronaldo, e no nosso caso, o Vini é o principal jogador. Não sei que decisão foi essa. O Vini já bateu pênalti em semifinal de Champions League, o Bruno Guimarães é um grande jogador, mas ele bate pênalti no Newcastle”, afirma.

O raciocínio atinge diretamente a forma como Ancelotti gerencia o elenco em momentos críticos. Vinícius Jr., referência técnica da equipe e acostumado a finais europeias, não assume a cobrança. Bruno, peça importante no meio-campo, mas sem o mesmo histórico de decisões, vai para a marca da cal e erra.

Para Leifert, a escolha revela um problema mais amplo: a falta de definição clara sobre quem carrega a responsabilidade máxima. A crítica ecoa além do lance isolado e alimenta o sentimento de que a seleção chega a um Mundial ainda em busca de lideranças consolidadas dentro de campo.

O jogo que virou debate sobre comando

O roteiro da partida em Nova York ajuda a amplificar a repercussão da fala. O Brasil começa melhor, vê um gol da Noruega anulado aos 2 minutos, cria chances, sofre o pênalti em Matheus Cunha, confirmado pelo árbitro de vídeo, e desperdiça a melhor oportunidade com Bruno Guimarães.

Mesmo após o erro, a seleção mantém algum controle e força Nyland a outra grande defesa em chute de Vinícius Jr. Alisson também evita o pior no fim do primeiro tempo, ao defender finalização de Odegaard já nos acréscimos. O intervalo chega com 0 a 0 e sensação de desperdício.

No segundo tempo, o quadro muda. O time perde intensidade, Endrick erra cara a cara com o goleiro aos 14 minutos, e Ancelotti tenta resgatar o protagonismo ao lançar Neymar aos 22. A resposta vem do outro lado. A Noruega cresce, Alisson faz mais duas defesas difíceis, e Haaland finalmente encontra espaço.

Aos 34 minutos, o atacante se antecipa à zaga e abre o placar. Aos 45, repete o golpe em chute cruzado: 2 a 0. Neymar ainda diminui nos acréscimos, em novo pênalti, mas já é tarde. A seleção se despede do Mundial com derrota por 2 a 1 e um pênalti perdido como símbolo da frustração.

É nesse cenário que as palavras de Leifert ganham força. O apresentador, figura conhecida do público desde a fase à frente do BBB na Globo, hoje vinculado ao SBT e à produção de conteúdo digital, fala a um torcedor irritado e encontra eco imediato nas redes sociais.

Quem ganha, quem perde com o debate

A crítica à escolha de Bruno Guimarães expõe a comissão técnica. Ao apontar erro de planejamento, Leifert sugere que a delegação chega às oitavas sem um protocolo claro para penalidades em jogos decisivos. Em um país traumatizado por disputas recentes nos pênaltis, o tema é especialmente sensível.

Ancelotti, contratado com status de solução de longo prazo, vê sua imagem arranhada logo na primeira prova de fogo em Mundial. O italiano, acostumado a comandar elencos estrelados na Europa, sofre questionamentos típicos do futebol brasileiro: quem manda nas decisões finais, o treinador ou as estrelas?

Bruno Guimarães sente o golpe em campo e fora dele. O volante, peça elogiada pela regularidade no Newcastle, vira alvo de críticas e memes. Já Vinícius Jr. reforça, sem dizer uma palavra, o rótulo de protagonista subutilizado no lance decisivo. Neymar, mesmo marcando o gol de honra aos 50 do segundo tempo, escapa parcialmente do foco, dividido entre a entrada tardia e a cobrança convertida.

O torcedor, por sua vez, revisita uma discussão antiga: até que ponto escolhas pontuais definem campanhas inteiras. Em ano de Mundial, a eliminação nas oitavas não impacta só o humor da arquibancada. Desvaloriza negociações, mexe com patrocínios e aumenta o escrutínio sobre dirigentes e comissão técnica.

Pressão por respostas e futuro da seleção

As declarações de Leifert alimentam uma pressão que já se formava desde o apito final. A comissão técnica deve ser cobrada por critérios de escolha de titulares, uso de Neymar, papel de Vinícius Jr. e, agora, pela hierarquia dos cobradores de pênalti.

A tendência é que a CBF e Ancelotti precisem explicar em entrevistas o que levou Bruno à marca da cal naquele momento. A resposta, qualquer que seja, não apagará a eliminação, mas pode orientar o debate sobre reconstrução.

Em campo, o episódio promete influenciar as próximas convocações e a definição de lideranças. Jogadores com histórico de decisões, como Vinícius Jr. e Neymar, tendem a ganhar ainda mais espaço na hora de assumir responsabilidades máximas. Jovens como Endrick, que perde chance clara no segundo tempo, passam a ser observados não só pelo talento, mas pela capacidade de lidar com pressão.

Nos bastidores, a derrota em Nova York e a análise dura de figuras midiáticas como Tiago Leifert indicam um ciclo de autocrítica forçada. O Brasil deixa o Mundial mais cedo do que planeja, e um pênalti perdido volta a servir de ponto de partida para discutir comando, protagonismo e maturidade da seleção em decisões. A próxima competição oficial mostrará se o recado foi assimilado.

 

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