Flávio Bolsonaro chama Andrei de “cupincha” de Lula e comemora afastamento

Senador afirmou que decisão de André Mendonça representa o desmonte de um suposto grupo ligado ao presidente dentro da Polícia Federal
Redação NC News
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comemorou nesta terça-feira (8) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Em uma publicação nas redes sociais, Flávio chamou Andrei de “cupincha de Lula” e afirmou que o afastamento representa o que classificou como o desmonte de um grupo ligado ao presidente dentro da Polícia Federal.

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O senador também fez uma série de acusações contra Andrei Rodrigues. Em outra publicação, utilizou expressões como “pau-mandado”, “preposto”, “aliado” e “indicado de Lula” para se referir ao diretor afastado.

O que disse Flávio Bolsonaro

Ao comentar a decisão, Flávio afirmou que o “grupo especial de Lula na Polícia Federal” teria sido “desmascarado oficialmente”.

O senador defendeu ainda que a corporação volte a ter autonomia e afirmou que a PF deveria atuar contra criminosos, e não contra adversários políticos do presidente.

As declarações fazem parte da disputa política em torno do afastamento de Andrei, que ocorre em meio à crise entre integrantes da Polícia Federal e ministros do STF.

A decisão de André Mendonça

André Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada.

A decisão ocorreu depois que informações produzidas pela área de inteligência da Polícia Federal foram utilizadas em uma investigação que envolveu o próprio ministro. Mendonça apontou suspeitas sobre a elaboração de relatórios que teriam monitorado autoridades.

A Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento, mas o julgamento foi interrompido após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

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Crise aumenta tensão política

O episódio ampliou a crise entre setores do Judiciário, da Polícia Federal e do governo Lula, em um momento de forte disputa política antes das eleições presidenciais de 2026.

O governo sinalizou que pretende contestar a decisão de Mendonça, enquanto integrantes da oposição comemoraram o afastamento.

A crise também provocou reação interna na Polícia Federal. Onze diretores da corporação colocaram os cargos à disposição após o afastamento de Andrei e defenderam a autonomia e a credibilidade da instituição.

Entenda o contexto

O afastamento de Andrei Rodrigues acontece em meio às investigações relacionadas ao Banco Master e a suspeitas envolvendo a atuação da inteligência da Polícia Federal.

A decisão de Mendonça provocou reações de aliados de Lula e de integrantes da oposição. Para o grupo ligado ao presidente, a medida levanta questionamentos sobre a atuação do ministro. Já parlamentares bolsonaristas consideram o afastamento necessário para preservar a independência da PF.

O caso ainda deve provocar novos desdobramentos no STF e aumentar a tensão política entre governo e oposição durante a corrida eleitoral.

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