Empresários dos dois lados da mesa fazem apelo para barrar tarifaço; negociação entra em momento decisivo

Entidades que representam empresas do Brasil e dos Estados Unidos pedem mais tempo para um acordo e alertam que novas tarifas podem prejudicar cadeias produtivas, investimentos e empregos nos dois países.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

As principais entidades empresariais do Brasil e dos Estados Unidos intensificaram a pressão sobre os governos dos dois países para evitar a entrada em vigor de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em uma carta conjunta divulgada nesta quinta-feira (9), as organizações defenderam que as negociações sejam ampliadas antes da adoção de qualquer medida que possa comprometer o comércio bilateral.

O documento foi assinado pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela U.S. Chamber of Commerce. As entidades afirmam que ainda há espaço para uma solução negociada e defendem um acordo de curto prazo capaz de encerrar as discussões comerciais sem a imposição de novas barreiras tarifárias.

O que motivou o pedido das entidades
O apelo ocorre em meio à investigação conduzida pelo governo dos Estados Unidos com base na chamada Seção 301, mecanismo utilizado para apurar práticas comerciais consideradas desleais. Caso não haja entendimento entre os governos, produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas adicionais para entrar no mercado americano.

Segundo as entidades, prolongar as negociações é a melhor alternativa para preservar uma das relações comerciais mais importantes das Américas e evitar prejuízos para empresas, trabalhadores e consumidores dos dois países.

Empresários alertam para impactos econômicos
Na avaliação das organizações, a adoção de novas tarifas pode afetar cadeias globais de produção, reduzir investimentos e aumentar custos para empresas que dependem da integração entre Brasil e Estados Unidos.

A carta também destaca que a ampliação do diálogo pode abrir espaço para avanços em temas como acesso a mercados, cooperação regulatória e fortalecimento da parceria econômica entre os dois países.

O que pode acontecer agora
O pedido dos empresários aumenta a pressão para que Brasília e Washington mantenham as negociações antes da conclusão da investigação comercial.

Até o momento, não há confirmação de que o cronograma da investigação será alterado, mas o setor produtivo dos dois países tenta convencer os governos de que uma solução negociada é mais vantajosa do que a adoção de novas barreiras comerciais.

Carregar Comentários