Sepultamento de Ali Khamenei será restrito à família; paradeiro de novo líder permanece em segredo

A cerimônia fúnebre do antigo líder supremo ocorre nesta quinta-feira (9) em Mashhad. A segurança máxima e o isolamento do atual comandante, Mojtaba Khamenei — escondido desde o início da guerra —, impediram grandes atos públicos na despedida.
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O sepultamento do aiatolá Ali Khamenei, morto no final de fevereiro em um ataque coordenado entre Israel e os Estados Unidos, será realizado nesta quinta-feira (9) na cidade de Mashhad. De acordo com informações divulgadas pela mídia estatal do Irã, a cerimônia será estritamente restrita aos membros da família, frustrando as expectativas internacionais e locais de uma aparição pública do novo comandante do país.

O anúncio do funeral privado aumenta o mistério e a tensão política que cercam a liderança do regime islâmico. Ao longo da última semana, multidões de pessoas enlutadas lotaram as ruas de cinco cidades em dois países diferentes para participar das grandiosas procissões fúnebres organizadas pelo governo, mas o encerramento do protocolo seguirá a portas fechadas.

O sumiço de Mojtaba Khamenei e o racha na segurança

A restrição do funeral reflete o estado de alerta máximo das forças de segurança após o colapso definitivo do acordo de paz na região. O evento vinha sendo apontado por analistas internacionais como o palco provável para o primeiro discurso de Mojtaba Khamenei, filho de Ali e nomeado sucessor da teocracia.

No entanto, o paradeiro do novo líder supremo continua uma incógnita:

Escondido na Guerra: Mojtaba está totalmente escondido desde fevereiro, quando assumiu o posto máximo do Estado. Relatos de inteligência sugerem que ele pode ter ficado ferido nos mesmos bombardeios que vitimaram seu pai.

Comunicação Restrita: Desde que assumiu o poder, o novo líder nunca utilizou a própria voz em transmissões ou apareceu em registros visuais, limitando-se a enviar ordens e decretos através de declarações escritas emitidas por seus assessores.

Ausência nos Atos: Durante toda a semana de homenagens e cortejos oficiais, Mojtaba permaneceu ausente. A representação institucional da família nos palanques de luto ficou a cargo de seus três irmãos: Mostafa, Masoud e Meysam.

“Marcado para morrer” por forças internacionais

A opção pelo sepultamento familiar reservado foi motivada pelas severas ameaças à integridade da cúpula do governo em Teerã. A retomada das hostilidades militares diretas e a troca de mísseis balísticos na Jordânia colocaram os sistemas de defesa antiaérea iranianos em prontidão absoluta.

Paralelamente, o exército de Israel subiu o tom da guerra psicológica e militar na semana passada ao declarar formalmente que o novo líder supremo do Irã está “marcado para morrer”. Diante do aviso e do precedente aberto com a destruição do avião oficial utilizado por Ali Khamenei no início do ano, o serviço secreto iraniano optou por cancelar qualquer exposição pública que pudesse revelar a localização das principais autoridades sobreviventes do país.

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