Samsung prepara 1º celular com tela deslizante para 2027

Samsung avança no desenvolvimento de seu inovador smartphone com tela deslizante, previsto para lançamento em 2027.
Redação NC News
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A Samsung está redefinindo o cronograma do futuro de seu portfólio de smartphones premium. De acordo com informações divulgadas pelo insider Lanzuk no blog sul-coreano Naver — e repercutidas pelo TecMundo nesta segunda-feira (13 de julho de 2026) —, a gigante da tecnologia pisou no acelerador para lançar seu primeiro celular com tela deslizante já no ano que vem. O movimento altera as prioridades da empresa e congela temporariamente a evolução de seus aparelhos com múltiplas dobras.

Como funcionará a tela deslizante

O novo projeto foca em oferecer uma tela que “cresce” na mão do usuário, transformando um smartphone de dimensões convencionais em quase um tablet sem a necessidade de abri-lo como um livro. Os bastidores da indústria indicam que a Samsung avalia duas tecnologias de painéis para o lançamento de 2027.

10,4″ (aberto) até 12,4″ (expandido)

A existência de protótipos avançados para ambas as soluções sinaliza que o desenvolvimento está maduro. O objetivo da empresa é oferecer uma nova categoria de produto com apelo comercial amplo, ideal para multitarefas, consumo de vídeo e produtividade, justificando a faixa de preço premium.

O adiamento e os obstáculos do TriFold 2

Enquanto a tela deslizante ganha os holofotes, o projeto do Galaxy Z TriFold 2 foi freado e remarcado apenas para 2028. A decisão é um reflexo direto do desempenho comercial conturbado da sua primeira geração.

Lançado no final de 2025 como uma resposta direta ao Huawei Mate XT Ultimate, o primeiro TriFold foi descontinuado globalmente apenas três meses após chegar às lojas.

“A Samsung irá melhorar características como a dobradiça e o peso do aparelho”, afirmou o informante Lanzuk ao justificar o atraso da nova versão.

Os principais desafios de engenharia e mercado que forçaram o adiamento do aparelho de três abas incluem:

  • Engenharia e durabilidade: A necessidade de refinar uma dobradiça dupla de extrema precisão, capaz de suportar milhares de ciclos sem falhar.
  • Ergonomia: O peso e a espessura gerados pelo acúmulo de memórias, dobradiças e três painéis avançados dificultaram o manuseio no dia a dia.
  • Custo de produção: O alto valor dos componentes resultou em um orçamento pesado, tornando o aparelho muito caro de produzir e com público severamente limitado em um cenário de economia global retraída.

Entenda o Caso

O reposicionamento estratégico do cronograma reflete a forte pressão da concorrência chinesa. A Huawei tem avançado rapidamente em mercados onde a Samsung tradicionalmente domina, explorando formatos ousados. Ao focar no modelo deslizante, a fabricante sul-coreana tenta retomar a narrativa de pioneirismo tecnológico e inovação útil.

No curto prazo, a missão da Samsung é não deixar sua atual base de consumidores de dobráveis esfriar. A tática já está em curso: a marca tem oferecido incentivos agressivos, como um desconto de R$ 2.000 no pré-registro do iminente Galaxy Z Fold 8. A oferta funciona como uma âncora para manter a relevância das linhas atuais e refinar a durabilidade do que já existe, enquanto o mercado aguarda a chegada da era dos celulares expansíveis em 2027.

 


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