A medida havia sido anunciada um dia antes, mas foi substituída por uma estratégia baseada em acordos comerciais e de investimentos com países do Golfo.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a decisão foi tomada após conversas consideradas “altamente produtivas” com líderes do Oriente Médio. Segundo o presidente, os investimentos prometidos pelos países da região nos Estados Unidos serão mais vantajosos do que a cobrança da tarifa inicialmente proposta.
Apesar do recuo, o governo norte-americano informou que continuará adotando medidas de pressão contra o Irã. Trump reiterou que embarcações ligadas a portos iranianos seguirão sujeitas às restrições impostas pelos Estados Unidos, enquanto o restante do tráfego marítimo continuará autorizado a navegar pelo estreito.
O anúncio reduz parte da tensão gerada pela proposta inicial, que havia provocado preocupação entre governos, empresas de navegação e o mercado internacional de energia. O Estreito de Ormuz é responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo e qualquer mudança nas regras de circulação na região costuma impactar diretamente os preços do petróleo e a economia global.