Reviravolta: perícia descarta estupro da bebê Helena e aponta asfixia como causa da morte

Bebê de 10 meses morreu em Fortaleza; exame oficial da Perícia Forense do Ceará não encontrou sinais de violência sexual e muda os rumos da investigação
Redação NC News
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A investigação sobre a morte da bebê Helena Almeida, de 10 meses, teve uma reviravolta nesta sexta-feira (17). O laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou que a criança não sofreu violência sexual e indicou que a causa da morte foi asfixia.

O resultado muda completamente o rumo do caso, que inicialmente era investigado como estupro de vulnerável seguido de morte após uma avaliação médica apontar possíveis sinais de abuso. Dois homens chegaram a ser presos durante a apuração inicial.

O que revelou o laudo da perícia?

Segundo a perícia oficial, os exames realizados no corpo da bebê não encontraram presença de sêmen, material genético dos homens envolvidos na ocorrência ou sinais compatíveis com violência sexual.

Também foram feitos exames laboratoriais para identificar álcool e drogas, mas nenhuma dessas substâncias foi encontrada nas amostras coletadas da criança.

A principal conclusão do laudo foi que Helena morreu por asfixia, informação que passou a orientar a investigação policial.

Como o caso começou?

Helena morreu na segunda-feira (13), após ser levada pela mãe, Ysabelle Rodrigues, a um hospital de Fortaleza. Segundo o relato inicial da mãe à polícia, a bebê começou a passar mal durante uma confraternização em um apartamento. A suspeita inicial era de que a criança estivesse engasgada.

Ao chegar ao hospital, médicos identificaram alterações que levantaram suspeita de violência sexual e acionaram as autoridades.

A partir dessa avaliação inicial, o caso passou a ser tratado como uma possível ocorrência de estupro de vulnerável seguido de morte.

Quem foi preso no início da investigação?

Dois homens foram presos em flagrante:

  • Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, que tinha um relacionamento com a mãe da bebê;
  • Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo de Francisco.
  • A prisão ocorreu com base nas informações recebidas naquele momento pela equipe médica e pelos primeiros levantamentos policiais.

Após a conclusão do exame oficial, a investigação passou por uma mudança de direção.

O que a polícia investiga agora?

Com o resultado da perícia, a Polícia Civil do Ceará afastou, neste momento, a hipótese de violência sexual contra a criança. A investigação passou a considerar a morte por asfixia como ponto central para esclarecer o que aconteceu.

A polícia continua analisando depoimentos, exames e demais elementos reunidos durante a apuração.

O que aconteceu na noite da morte?

Em depoimento, a mãe da bebê relatou que estava em uma confraternização e que levou Helena para outro quarto porque a criança apresentava tosse por causa do ar-condicionado.

Segundo o relato dela, após uma discussão, perdeu a consciência e, ao acordar, encontrou a filha em outra posição.

Ela afirmou ter visto Roberto Levy sobre a criança e disse que retirou a bebê do local, acreditando inicialmente que ela estivesse engasgada.

Os relatos ainda são analisados pelas autoridades.

Prisões continuam?

Após a prisão inicial, a Justiça transformou as prisões em preventivas. Com a conclusão dos laudos e o avanço das investigações, a situação dos envolvidos pode passar por novas análises conforme os próximos passos do inquérito.

A Polícia Civil reforça que a investigação segue em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte.

Entenda o contexto

O Caso Helena ganhou grande repercussão após a suspeita inicial de violência sexual contra uma bebê de apenas 10 meses.

A mudança no resultado da perícia mostra como investigações criminais podem sofrer alterações conforme novos elementos técnicos são apresentados.

O laudo oficial da perícia passou a ser uma das principais peças para definir os próximos caminhos do caso, que agora busca esclarecer como ocorreu a asfixia que levou à morte da criança e quem pode ser responsabilizado.

 

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