O caso, que chocou o país desde o dia 13 de julho, ganha agora novos contornos. Com os resultados dos exames oficiais, as autoridades deixam de tratar o crime como estupro de vulnerável seguido de morte e passam a concentrar os esforços para entender a real dinâmica que levou ao óbito da criança.
O que diz o novo laudo pericial
A perícia oficial contrariou o relatório médico inicial do hospital e trouxe conclusões determinantes para a investigação:
- Causa da morte: A bebê faleceu em decorrência de asfixia mecânica indireta.
- Violência sexual descartada: Não foram encontrados sinais de abuso. O exame não identificou sêmen ou qualquer material genético dos dois suspeitos no corpo da vítima.
- Exame toxicológico: Foi descartada a presença de álcool ou drogas no organismo da criança.
Como fica a investigação agora?
Com a mudança da causa da morte, a principal linha de investigação policial foi alterada. Os investigadores agora buscam responder a três perguntas centrais:
- Como a bebê foi asfixiada?
- Quem foi o responsável por provocar a asfixia?
- Qual será o novo enquadramento criminal dos envolvidos no caso?
Relembre o caso
Na última segunda-feira (13 de julho de 2026), Helena foi levada já sem vida a um hospital particular em Fortaleza. Durante o atendimento de emergência, os médicos identificaram uma lesão anal que julgaram ser compatível com violência sexual e acionaram as autoridades imediatamente.
Com base nesse relatório preliminar, a polícia prendeu em flagrante dois homens:
Francisco Ray Magalhães (22 anos): Que mantinha um relacionamento com a mãe da vítima.
Roberto Levy Magalhães (26 anos): Primo de Francisco.
Ambos haviam sido presos sob a suspeita de estupro de vulnerável, hipótese que pautou os quatro primeiros dias de investigação até a divulgação do laudo da Pefoce nesta sexta-feira (17).