Após ser humilhada e ir para o vestiário perdendo por 4 a 0, a seleção francesa protagonizou uma reação avassaladora no segundo tempo. Com dois gols de Kylian Mbappé e um de Bradley Barcola, a França marcou três vezes em cerca de 20 minutos, diminuiu a desvantagem para 4 a 3 e transformou o Hard Rock Stadium em um verdadeiro caldeirão.
A equipe de Didier Deschamps, que parecia entregue, voltou do intervalo com uma postura irreconhecível — desta vez, no bom sentido. O “baile” inglês do primeiro tempo deu lugar a uma blitz francesa impressionante, que deixou a defesa comandada por Thomas Tuchel completamente atordoada e fez a Inglaterra sofrer para segurar o resultado.
O capitão Kylian Mbappé chamou a responsabilidade não apenas para evitar uma despedida melancólica de seu treinador, mas também para esquentar de vez a disputa individual pela Chuteira de Ouro da competição.
Quando a pressão francesa indicava um possível empate, porém, a Inglaterra matou o jogo nos minutos finais. Aos 87, Jude Bellingham cobrou o pênalti sofrido por Djed Spence e serviu Bukayo Saka, que bateu para o gol e decretou a vitória inglesa por 5 a 3, encerrando qualquer chance de reação francesa e garantindo o terceiro lugar no Mundial.
A cronologia do furacão francês:
A reação da equipe de Deschamps foi construída com um volume ofensivo sufocante logo após o apito de recomeço:
- 48′ – O fio de esperança: Logo aos 3 minutos da etapa final, Mbappé encontrou o caminho do gol, quebrando o zero no placar francês e devolvendo um mínimo de ânimo à equipe.
- 53′ – O golaço que assustou os ingleses: Apenas cinco minutos depois, Bradley Barcola acertou um chutaço e marcou um belíssimo gol, mostrando que a França estava viva na partida (4 a 2).
- 66′ – O delírio em Miami: Aos 21 minutos, a estrela de Mbappé brilhou novamente. O camisa 10 estufou as redes de vez, marcando o seu segundo gol no jogo e cortando a diferença que era de quatro gols para apenas um (4 a 3).
Apagão inglês e drama para o apito final
Se no primeiro tempo a Inglaterra ditava o ritmo e jogava com extrema leveza após os gols de Declan Rice, Ezri Konsa e Bukayo Saka (duas vezes), agora o cenário inverteu completamente. O time de Thomas Tuchel vive um apagão tático, não consegue segurar a posse de bola e tenta sobreviver às investidas de uma França embalada pelo ímpeto emocional.
Com o placar em 4 a 3 e ainda com muito tempo de jogo pela frente, o cenário que antes era de administração de vantagem britânica virou uma batalha eletrizante. Resta saber se a França conseguirá buscar um milagre que parecia impossível para empatar o jogo, ou se a Inglaterra terá força mental para segurar a pressão e garantir a medalha de bronze sob o forte calor da Flórida.
A construção inglesa:
A defesa francesa não conseguiu segurar as transições rápidas e o volume de jogo da Inglaterra, que construiu o placar com naturalidade:
- 3′ – O cartão de visitas: Após roubada de bola no meio-campo, Declan Rice arriscou de fora da área e acertou um lindo chute para abrir o placar.
- 18′ – Domínio aéreo: Em cobrança de escanteio perfeita de Rice, o zagueiro Ezri Konsa subiu completamente livre e cabeceou para o fundo das redes.
- 37′ – O início do show de Saka: Bukayo Saka aproveitou a falha de marcação, invadiu a área com liberdade e fuzilou o goleiro Maignan para marcar o terceiro. (O atacante já havia tido um gol anulado por impedimento aos 10 minutos).
- 46′ – O golpe de misericórdia: Nos acréscimos, Saka encontrou mais um latifúndio na zaga francesa e anotou o seu segundo gol na partida, transformando a vitória em uma humilhação histórica.
Cadê a França?
O clássico europeu começou em ritmo alucinante nos Estados Unidos. Com os dois treinadores promovendo uma forte rotação nos elencos e deixando astros como Harry Kane, Jude Bellingham e Antoine Griezmann no banco de reservas, o jogo ganhou contornos de pura velocidade e muitos espaços de transição no meio-campo.
A seleção inglesa, vestindo totalmente de branco, precisou de apenas três minutos para balançar as redes. Após uma roubada de bola cirúrgica no setor intermediário, o volante Declan Rice conduziu em velocidade e, ao chegar na entrada da área, soltou um chutaço de direita, acertando o canto do goleiro Maignan para abrir o placar com um golaço.
Pressão esmeraldina e o segundo golpe britânico
A França tentou reagir imediatamente acionando o craque Kylian Mbappé — que joga de olho na artilharia isolada do torneio contra Lionel Messi —, mas a forte marcação inglesa conseguiu neutralizar o camisa 10. Aos 10 minutos, o atacante Bukayo Saka chegou a balançar as redes para marcar o segundo da Inglaterra após um drible desconcertante na área, mas o lance foi anulado por impedimento pelo árbitro venezuelano Jesús Valenzuela.
A superioridade inglesa se transformou em vantagem ampliada aos 18 minutos. Em uma cobrança de escanteio perfeita batida por Declan Rice, o zagueiro Ezri Konsa saltou completamente livre de marcação no primeiro pau e cabeceou firme para o fundo da rede, anotando o 2 a 0 no placar.
Espaços abertos e caçada de Mbappé no primeiro tempo
O ritmo frenético forçou uma pausa para hidratação aos 22 minutos devido ao forte calor de Miami. Até o momento, as estatísticas refletem o equilíbrio nas ações ofensivas, com 5 finalizações da Inglaterra contra 4 da França.
Pouco antes da parada, Mbappé teve a sua melhor chance ao arrematar da meia-lua, mas escorregou no momento do chute e mandou para fora. A partida segue aberta, com os franceses se lançando ao ataque para tentar evitar uma despedida melancólica no jogo que marca o adeus definitivo do técnico Didier Deschamps após 14 anos no comando da seleção.