Zema promete vender Petrobras e Banco do Brasil e dispara: ‘Gilmar Mendes não vai me calar’

O ex-governador de Minas Gerais desafiou a principal bandeira econômica do governo Lula ao anunciar a privatização das maiores estatais do país e subiu o tom contra o STF.
Redação NC News
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Em um discurso explosivo durante o 10º Encontro Nacional do Partido Novo neste sábado (18), o pré-candidato à Presidência Romeu Zema partiu para o ataque direto contra o Palácio do Planalto e o Judiciário.

Diante de uma plateia lotada de parlamentares, dirigentes e militantes, Romeu Zema apresentou o seu “plano implacável para o Brasil” e escolheu alvos de peso para marcar seu posicionamento como o principal nome da oposição à direita.

A proposta econômica mais ousada do pré-candidato atinge em cheio o coração da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zema garantiu que, se eleito, tirará o controle da União das duas maiores empresas estratégicas do país para fazer caixa e investir em infraestrutura.

“Vamos privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil. Esse dinheiro vai virar estradas, rodovias, hidrovias e portos pelo país. Nenhum país avançou sem medidas à altura do seu próprio tamanho”, disparou.

A declaração é uma afronta direta à diretriz do governo petista, que usa as estatais como motores de investimento público e geração de empregos.

Guerra aberta contra ministro do STF

O momento de maior tensão no evento ocorreu quando Zema abordou a pauta do combate à corrupção e os embates com o Poder Judiciário. Réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por calúnia após uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o político ignorou o cerco jurídico e desafiou abertamente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

“Gilmar Mendes não vai me calar”, declarou o pré-candidato

A briga na Justiça começou após Zema publicar a série de vídeos “Os Intocáveis” nas redes sociais, utilizando montagens com inteligência artificial para associar Gilmar Mendes e outros magistrados a polêmicas envolvendo o Banco Master. No palco do Novo, Zema dobrou a aposta contra o que chama de privilégios no serviço público:

  • Fim das mordomias: Prometeu passar a faca em supersalários de autoridades.
  • Barreira no Judiciário: Anunciou que pretende proibir por lei que parentes de ministros advoguem nos mesmos tribunais onde eles julgam.

Proposta de 25 anos de cadeia para facções

Na segurança pública, o pré-candidato subiu o tom contra a atual política nacional e acusou o governo federal de omissão no combate ao crime organizado. Zema criticou a recusa do PT em classificar as facções criminosas brasileiras como “organizações terroristas”, apontando que essa postura permitiu que os grupos controlassem a vida de milhões de cidadãos.

Sua proposta para a área prevê tolerância zero e uma retomada territorial enérgica:

  • Pena mínima severa: Defesa de punição automática de no mínimo 25 anos de cadeia para qualquer crime praticado por integrantes de facções.
  • Recuperação de áreas: Promessa de asfixiar o poder político, econômico e territorial das organizações criminosas em cada bairro e comunidade do país.

Ao encerrar o encontro estratégico em São Paulo, Zema tentou vender o modelo mineiro de gestão como a solução definitiva para o desemprego e a segurança, inflamando a militância para a corrida de 2026 e avisando que o Novo jogará pesado para tentar quebrar a polarização nacional.

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