Os principais casos policiais que ganharam repercussão nos últimos dias foram tema de uma participação especial da delegada Raquel Gallinati no NC News Acontece, apresentado por Alex Sampaio. Durante o programa, a especialista analisou investigações em andamento, comentou decisões da Justiça e explicou os impactos de crimes que vão do feminicídio ao avanço das facções criminosas.
Ao longo da entrevista, Gallinati falou sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão Azevedo, a atuação dos chamados tribunais do crime do PCC, a operação contra a chamada “máfia dos remédios” e o caso de importunação sexual registrado dentro de um carro de aplicativo em Minas Gerais.
Feminicídio de capitã da PM acende alerta
Um dos temas centrais da conversa foi a investigação da morte da capitã da Polícia Militar Michelle Leão Azevedo, encontrada sem vida após dar entrada em um hospital de Belo Horizonte com traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo.
O marido da vítima, que também é policial militar, foi preso em flagrante. Ele afirmou que Michelle teria caído de uma escada, versão contestada pela família da policial. A perícia trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte.
Durante a participação, Raquel Gallinati destacou a gravidade dos casos de violência contra a mulher e alertou para os elevados índices de feminicídio registrados no país. A delegada reforçou a importância de investigações técnicas e criteriosas para responsabilizar os autores e proteger potenciais vítimas.
PCC e os chamados tribunais do crime
Outro assunto abordado foi a operação realizada em São Paulo que investiga a estrutura financeira do PCC e o funcionamento dos chamados tribunais do crime.
Segundo Gallinati, organizações criminosas utilizam estruturas cada vez mais sofisticadas para movimentar recursos ilícitos e impor regras internas por meio de julgamentos clandestinos realizados dentro da facção.
A delegada explicou que o combate ao crime organizado depende não apenas da prisão de integrantes, mas também do enfraquecimento da estrutura financeira responsável por sustentar as atividades criminosas.
Esquema milionário de desvio de medicamentos
A entrevista também abordou a operação que investiga um esquema de roubo e comercialização ilegal de medicamentos utilizados no tratamento contra o câncer.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso teria movimentado cerca de R$ 33 milhões com o desvio e a revenda irregular dos remédios.
Gallinati destacou os impactos desse tipo de crime para pacientes que dependem dos medicamentos e ressaltou a necessidade de atuação integrada entre as forças de segurança e os órgãos de fiscalização para desmontar organizações especializadas nesse tipo de fraude.
Importunação sexual dentro de carro por aplicativo
A delegada também comentou o caso ocorrido em Nova Serrana (MG), onde um passageiro de 23 anos foi preso após praticar atos libidinosos durante uma corrida de aplicativo.
Segundo a Polícia Militar, o motorista percebeu a situação pelo retrovisor, pediu que o passageiro interrompesse a conduta, mas ele continuou. Ao chegar ao destino, o condutor acionou a polícia.
Posteriormente, a Justiça homologou a prisão em flagrante, mas concedeu liberdade provisória ao investigado mediante o cumprimento de medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e restrições de deslocamento e frequência a determinados estabelecimentos.
Durante a análise, Gallinati explicou que o crime de importunação sexual possui previsão específica na legislação brasileira e destacou a importância de denúncias, preservação de provas e rápida atuação policial para garantir a responsabilização dos envolvidos.