A operação é coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que cumpre 18 mandados de prisão e outros 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Segundo o Ministério Público, a investigação busca identificar integrantes responsáveis por movimentações financeiras que dariam suporte à organização criminosa. O objetivo é atingir uma das estruturas consideradas fundamentais para a manutenção das atividades do grupo: o fluxo de recursos.
As equipes do Gaeco realizam diligências para recolher documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento da rede investigada. O material apreendido deverá passar por análise para auxiliar no avanço das apurações.
A operação recebeu o nome de Janus, em referência ao deus da mitologia romana associado a portas e transições, simbolizando a investigação sobre diferentes caminhos utilizados para movimentação de recursos e possíveis conexões dentro da estrutura criminosa.
O Ministério Público de São Paulo afirma que ações contra organizações criminosas têm como objetivo não apenas prender integrantes envolvidos diretamente em crimes, mas também combater os mecanismos financeiros que permitem a continuidade das atividades ilegais.
O PCC é apontado pelas autoridades como uma das maiores organizações criminosas do país, com atuação em diferentes áreas e uma estrutura que envolve diversos setores, incluindo possíveis esquemas de financiamento e lavagem de dinheiro.
Até o momento, o MP-SP não divulgou a identidade dos alvos da operação nem informou o resultado final das prisões e apreensões. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e aprofundar o levantamento das atividades financeiras suspeitas.
A Operação Janus faz parte de uma série de ações realizadas pelos órgãos de segurança pública para combater o crime organizado e enfraquecer redes responsáveis por dar suporte econômico às organizações criminosas.
