Pesquisa Real Time Big Data 2026: Lula mantém 7 pontos à frente

Levantamento revela vantagem de Lula e alta rejeição entre os candidatos, destacando a polarização política atual.
Redação NC News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na frente na disputa presidencial de 2026, com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira, 21 de julho de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 33% e mantém a polarização que marca a corrida ao Planalto a pouco mais de dois meses do primeiro turno.

Vantagem fora da margem de erro e país dividido em dois polos

A diferença de sete pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro supera a margem de erro de dois pontos, o que afasta a hipótese de empate técnico no primeiro turno. “A vantagem do presidente está acima desse intervalo, o que significa que não há empate técnico entre os dois primeiros colocados no primeiro turno”, afirma a TVT News ao analisar o levantamento.

O dado consolida um cenário de país dividido entre PT e PL e dificulta a vida de nomes que tentam se colocar como alternativa à polarização. Entre eles, o ex-governador Ronaldo Caiado surge como o mais competitivo, mas ainda distante da dupla que lidera.

Na pesquisa espontânea, quando o instituto não apresenta lista de candidatos, Lula também lidera com 34%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 26%. Os indecisos são 19%, e 12% dizem que pretendem votar em branco ou nulo, proporção considerada normal antes do início oficial da campanha.

Mulheres com Lula, homens com Flávio e eleitorado fatiado

Os recortes da pesquisa Real Time Big Data revelam um país eleitoralmente seccionado por gênero, renda, religião e região. Entre os homens, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente. Entre as mulheres, a vantagem muda de lado e se torna robusta.

“A diferença de quinze pontos percentuais no eleitorado feminino confirma uma tendência observada em levantamentos recentes”, destaca a TVT News. Esse descompasso de gênero, que se repete em outras pesquisas, orienta a estratégia das campanhas e reforça o peso das mulheres na definição do pleito.

Lula registra melhor desempenho entre eleitores de menor renda, entre católicos e na região Nordeste, reduto histórico do petista e principal fonte de sua vantagem nacional. Flávio Bolsonaro, por sua vez, cresce entre evangélicos, nas faixas de renda mais alta e no Sul do país, onde o antipetismo ainda mobiliza parte expressiva do eleitorado.

A segmentação indica que a disputa de 2026 não se trava apenas entre partidos, mas entre grupos sociais bem definidos. As campanhas tendem a intensificar ações cirúrgicas, com discursos e propostas calibrados para esses nichos, em vez de mensagens genéricas.

Segundo turno apertado e espaço para Ronaldo Caiado

Nos cenários de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, com uma vantagem de três pontos percentuais. Como a margem de erro é de dois pontos, o quadro configura empate técnico e mantém a incerteza sobre o desfecho da eleição.

Em relação ao levantamento anterior do instituto, Lula preserva 45%, enquanto Flávio Bolsonaro oscila de 40% para 42%, movimento ainda dentro do limite estatístico. A oscilação sugere leve crescimento do senador, mas sem força suficiente, por ora, para ameaçar a liderança do presidente.

O dado novo vem de Ronaldo Caiado. Em uma das simulações, o ex-governador de Goiás aparece com 46%, contra 44% de Lula. Tecnicamente, também há empate, mas o simbolismo é claro. “É a primeira vez na série histórica recente da Real Time Big Data em que Caiado surge com vantagem numérica sobre Lula, embora estatisticamente não seja possível afirmar que exista liderança consolidada”, registra a TVT News.

O desempenho de Caiado alimenta o discurso da chamada terceira via, que tenta atrair os eleitores cansados da polarização. Por enquanto, no entanto, essa competitividade aparece apenas nas simulações de segundo turno. No primeiro turno, a distância para a dupla Lula–Flávio ainda impede que o ex-governador se coloque como protagonista.

Rejeição alta e campanha em terreno volátil

A pesquisa também mede o índice de rejeição, que ajuda a explicar o clima de tensão na disputa. Flávio Bolsonaro lidera nesse quesito, com 50% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum. “Flávio Bolsonaro registra 50% de rejeição, sendo o nome com maior percentual entre os entrevistados”, destaca a TVT News.

Lula aparece logo em seguida, com 48% de rejeição. Os percentuais não se excluem, já que o eleitor pôde rejeitar mais de um nome. Na prática, metade do país afirma rejeitar cada um dos dois principais candidatos, o que torna o ambiente eleitoral inflamável e abre espaço para voto útil, abstenção e migrações de última hora.

A combinação de rejeições recordes com um contingente expressivo de indecisos na pesquisa espontânea cria terreno fértil para movimentos bruscos durante a campanha. Um escândalo, um erro de comunicação ou um fato econômico relevante pode mexer com esse eleitorado ainda pouco engajado.

Metodologia, confiabilidade e próximos passos da disputa

A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, em entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. “A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores entre os dias 18 e 20 de julho de 2026, por meio de entrevistas presenciais em todo o país”, informa a TVT News. O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05864/2026, requisito obrigatório para pesquisas nacionais de intenção de voto.

A divulgação desta terça-feira alimenta a disputa política imediata. No Planalto, auxiliares de Lula tendem a usar a liderança consolidada no primeiro turno e a dianteira numérica no segundo como prova de força, reforçando apostas em mulheres, eleitores de baixa renda e Nordeste. No PL, a leitura é outra: a aproximação no segundo turno e o crescimento dentro da margem de erro podem ser apresentados como sinal de virada possível, sobretudo em redutos evangélicos e no Sul.

Para a terceira via, o número que importa é o de Caiado. A exibição de um cenário em que ele supera Lula dentro da margem de erro deve ser usada para buscar apoios de partidos médios e de eleitores que hoje se declaram indecisos ou rejeitam tanto o PT quanto o PL.

A cerca de dois meses da votação, a pesquisa Real Time Big Data hoje se torna uma espécie de mapa de calor da corrida presidencial. Mostra onde cada candidato é forte, onde precisa crescer e até que ponto a polarização resiste. Também indica que, embora Lula lidere e mantenha vantagem numérica, o segundo turno continua em aberto e depende, cada vez mais, da capacidade das campanhas de furar as bolhas que hoje dividem o eleitorado brasileiro.

A pesquisa Real Time Big Data é confiável?

A pesquisa segue parâmetros estatísticos usuais: 2.000 entrevistas presenciais em todo o país, margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de nível de confiança, com registro no TSE.

O que a pesquisa Real Time Big Data mostra para o segundo turno?

Mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro por três pontos, em situação de empate técnico, e um cenário em que Ronaldo Caiado aparece com 46% contra 44% de Lula.

Qual é o cenário da pesquisa Real Time Big Data para presidente em 2026 hoje?

No primeiro turno, Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 33%, com liderança consolidada do presidente fora da margem de erro e espaço restrito para a terceira via.

O que os recortes regionais indicam na pesquisa Real Time Big Data?

O levantamento aponta Lula mais forte no Nordeste e entre baixa renda, enquanto Flávio Bolsonaro se sai melhor no Sul, entre evangélicos e faixas de renda mais alta.


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