Real Time Big Data: Lula lidera com 40% e Flávio empata no 2º turno

Pesquisa revela cenário eleitoral com Lula à frente e empate técnico no segundo turno em meio a tensões comerciais internacionais.
Redação NC News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera hoje a corrida presidencial de 2026 com 40% das intenções de voto, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (21). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo lugar, com 33%, em cenário de primeiro turno que reforça a polarização política no país.

Cenário apertado no segundo turno

Em uma disputa direta entre os dois principais pré-candidatos, o quadro muda de conforto para tensão. De acordo com o levantamento, Lula soma 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 42% de Flávio Bolsonaro, um empate técnico dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. “Apesar da vantagem no eventual primeiro turno, Lula conquista 45% das intenções de voto no segundo turno e empata tecnicamente com Flávio, que tem 42%”, registra o instituto, citado pelo InfoMoney.

Brancos e nulos chegam a 8% nesse cenário, enquanto 5% dos entrevistados afirmam não saber em quem votariam. O resultado indica uma disputa aberta e altamente competitiva, com espaço para viradas à medida que a campanha ganha corpo.

Primeiro turno cristaliza polarização

No quadro mais amplo do primeiro turno, a pesquisa Real Time Big Data mostra um eleitorado concentrado em dois polos. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera uma eventual disputa de primeiro turno da Presidência da República com 40% das intenções de voto, contra 33% do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”, afirma o levantamento.

Renan Santos (Missão) aparece em terceiro lugar, com 9%. O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) registra 7%. Romeu Zema (Novo) marca 2% e empata tecnicamente com o escritor Augusto Cury (Avante) e o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC), ambos com 1%. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não souberam responder.

Os números expõem a dificuldade de novas alternativas romperem o duopólio entre PT e PL. Renan Santos e Caiado alcançam percentuais relevantes, mas ainda distantes da casa dos dois dígitos que poderia redesenhar o tabuleiro. Zema, Cury e Joaquim Barbosa seguem restritos a nichos específicos de eleitorado.

Pesquisa mede impacto da tarifa de 25% dos EUA

O Real Time Big Data realiza 2.000 entrevistas presenciais e telefônicas entre os dias 18 e 20 de julho, em todas as regiões do país. “Com 2.000 entrevistas realizadas entre 18 e 20 de julho, o novo levantamento nacional do Real Time Big Data é a primeira pesquisa a captar o possível impacto eleitoral da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre o Brasil na última quarta-feira (15)”, afirma o instituto, em texto reproduzido pelo InfoMoney.

A medida americana, que impõe tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, atinge especialmente setores exportadores e industriais. A pesquisa nacional não divulga recortes detalhados por estado, mas busca medir reflexos em praças sensíveis como o Rio de Janeiro e Pernambuco, importantes polos industriais e de serviços, que aparecem como focos de interesse nas buscas sobre a pesquisa Real Time Big Data.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05864/2026, requisito obrigatório para pesquisas de intenção de voto em período pré-eleitoral. A formalização amplia a visibilidade do instituto num ambiente em que o eleitor busca saber se a pesquisa Real Time Big Data é confiável e como ela se posiciona em relação a outros institutos tradicionais.

Tarifa vira munição na disputa Lula x Flávio

A crise comercial com Washington entra de vez na campanha. De um lado, a equipe de Flávio Bolsonaro tenta colar no governo a responsabilidade pelo aumento da tarifa. Aliados do senador exploram a narrativa de que a política externa de Lula fragiliza acordos econômicos e afeta empregos em setores exportadores.

Do outro lado, o Palácio do Planalto reage com discurso de soberania. Interlocutores de Lula acusam o clã bolsonarista de atuar nos bastidores nos Estados Unidos em busca de ganhos eleitorais internos. O governo sustenta que as tarifas refletem disputa econômica global e não apenas decisões da administração brasileira.

A ofensiva e a contraofensiva ajudam a explicar por que o embate tarifário ganha peso na pesquisa Real Time Big Data presidente 2026. A percepção de competência para lidar com choques externos e proteger empregos industriais se torna um dos critérios centrais na escolha do eleitor, sobretudo em regiões com forte presença de refinarias, estaleiros, portos e agronegócio de exportação.

Outros cenários de segundo turno

Embora concentre as atenções no duelo Lula x Flávio Bolsonaro, o levantamento testa outros confrontos. Em eventual segundo turno contra Romeu Zema, o presidente teria 44% dos votos, contra 38% do ex-governador mineiro. Brancos e nulos chegam a 11%, e 7% não sabem em quem votariam.

Em simulação com Renan Santos, Lula também venceria com folga relativa: 44% a 35%. Novamente, 11% declaram voto em branco ou nulo, e 10% não respondem. Os dados indicam que, fora da rivalidade com o bolsonarismo, o petista ainda preserva capacidade mais ampla de atração no centro do eleitorado.

O quadro é menos favorável contra Ronaldo Caiado. Em cenário ainda não consolidado nesta rodada, a pesquisa anterior aponta empate técnico, com o ex-governador goiano numericamente à frente de Lula. O dado alimenta a avaliação, dentro e fora do PSD, de que Caiado ocupa espaço potencial entre conservadores moderados e parte do agronegócio que não se identifica mais com o estilo de Jair e Flávio Bolsonaro.

Campanhas se reposicionam para 2026

No PT, a liderança de Lula no primeiro turno e o aperto no segundo reforçam a ordem de intensificar a agenda pública do presidente. A participação dele na convenção nacional do PDT marca o início simbólico dessa nova fase, que combina palanques regionais, sinalizações ao centro e defesa da política econômica em meio à turbulência com os Estados Unidos.

No PL, a leitura é de avanço consistente. Em pesquisas anteriores, Lula abria vantagem maior sobre Flávio. A aproximação numérica hoje alimenta a disputa interna pelo controle da estratégia de campanha, que tenta atrair partidos como PP e União Brasil, ainda resistentes em meio a atritos regionais e investigações envolvendo aliados.

Nos partidos médios e pequenos, o diagnóstico é duro. A pesquisa Real Time Big Data presidente 2026 confirma o encolhimento do espaço para terceiras vias em um ambiente de forte polarização e pressão econômica. Pré-candidatos como Renan Santos, Zema, Caiado, Augusto Cury e Joaquim Barbosa precisam agora escolher entre insistir em narrativas próprias ou negociar composições futuras, de olho em ministérios, bancadas e palanques estaduais.

Até aqui, a única certeza é que a tarifa de 25% dos EUA entra de forma precoce no centro da disputa presidencial e tende a permanecer como linha de corte entre as campanhas. O comportamento da economia brasileira nos próximos meses, a reação do governo nas frentes diplomática e comercial e a capacidade de Flávio Bolsonaro de converter descontentamento em votos vão definir se o empate técnico de hoje no segundo turno se transforma em vantagem consolidada de um lado ou de outro.

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