Última mensagem levou à descoberta de mulher morta em BH; veja o que foi enviado

NC News teve acesso à conversa que fez uma amiga desconfiar de que outra pessoa estaria usando o celular de Stifanie Ribeiro Firmino Silva
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Uma simples troca de mensagens foi o primeiro sinal de que algo estava errado com Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, encontrada morta dentro do apartamento onde morava, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte.

O NC News teve acesso à conversa entre uma vizinha, que se considera “mãe de coração” de Stifanie, e o número de celular da vítima. Foi justamente essa sequência de mensagens que despertou a desconfiança da mulher e acabou motivando o acionamento da Polícia Militar.

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Último encontro aconteceu cinco dias antes
Segundo a vizinha, ela foi a última pessoa a conversar pessoalmente com Stifanie. As duas se encontraram na área comum do condomínio, cinco dias antes de o corpo ser localizado, e conversaram por um longo período.

Depois desse encontro, os contatos passaram a acontecer apenas por um aplicativo de mensagens.

A princípio, a mudança não chamou atenção. No entanto, alguns detalhes começaram a preocupar a amiga.

Uma única palavra fez a vizinha desconfiar
Dias depois, a vizinha enviou uma mensagem informando que havia recebido doações da igreja e que passaria no apartamento para entregar os itens.

A resposta veio logo em seguida. “Obrigado.” Foi essa única palavra que acendeu o alerta.

Segundo a mulher, Stifanie sempre escreveu corretamente e jamais cometeria esse tipo de erro, já que responderia “obrigada”. Além disso, as mensagens apresentavam erros de grafia que, de acordo com a vizinha, não faziam parte da forma como a vítima costumava escrever.

Para ela, havia fortes indícios de que outra pessoa pudesse estar utilizando o celular da mulher.

Stifanie quase nunca escrevia mensagens
Outro comportamento considerado estranho reforçou a desconfiança. De acordo com a vizinha, Stifanie raramente conversava por mensagens de texto. O hábito dela era gravar áudios, principalmente quando falava com pessoas próximas.

Nos dias que antecederam a descoberta do corpo, porém, nenhuma mensagem de voz foi enviada. Apenas textos curtos e com uma escrita considerada incomum.A suspeita dos moradores é de que o namorado da vítima estaria escrevendo no lugar dela.

Áudio enviado antes da descoberta do corpo
Na manhã desta segunda-feira (20), já preocupada com o silêncio, a vizinha decidiu mandar um áudio cobrando uma resposta.

Na gravação, ela pede que Stifanie envie uma mensagem de voz para provar que estava bem. Também afirma que, caso não recebesse uma resposta, iria até o apartamento, arrombar a porta e chamar a polícia, porque acreditava que algo grave havia acontecido.

Pouco tempo depois, moradores sentiram um forte cheiro vindo do imóvel. O apartamento foi aberto e o corpo de Stifanie Ribeiro Firmino Silva foi encontrado no quarto, em avançado estado de decomposição.

Polícia investiga quem enviou as mensagens
A Polícia Civil apura agora se as mensagens foram realmente escritas por Stifanie ou se outra pessoa utilizou o celular da vítima após a morte.

O conteúdo da conversa poderá ser analisado durante a investigação e pode ajudar a esclarecer a dinâmica do caso, que segue cercado de perguntas e ainda depende dos laudos do Instituto Médico-Legal (IML).

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