Brasil x Itália hoje: semifinal da Liga das Nações no vôlei feminino; saiba onde assistir e horário

Confira onde assistir e o horário da semifinal da Liga das Nações entre Brasil e Itália.
Redação NC News
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A seleção brasileira feminina de vôlei venceu o Japão por 3 sets a 1 nesta quarta-feira(22), em Macau, e se garante na semifinal da Liga das Nações. No sábado(25), o time enfrenta a Itália, atual bicampeã do torneio e campeã olímpica em Paris, em busca de um inédito lugar na decisão desta temporada.

Virada suada, moral em alta

O Brasil estreia na fase final sob pressão e desfalques, mas responde em quadra. Depois de perder o primeiro set por 26 a 24, a equipe vira o jogo com parciais de 25/22, 25/16 e 25/20 e fecha em 3 a 1 sobre o Japão.

A partida em Macau tem a cara de mata-mata: ralis longos, defesas em série e placar sempre apertado nos dois primeiros sets. O volume de jogo japonês, baseado em velocidade e cobertura quase perfeita, exige paciência máxima do lado brasileiro. Um comentarista define a sensação diante de tantos ataques defendidos: “É desesperador”.

O Brasil, porém, não abandona o plano de jogo. Ajusta bloqueio, melhora o saque e começa a desgastar a linha de passe asiática a partir do segundo set. Quando a virada se consolida, a seleção já controla a partida emocional e taticamente.

As protagonistas da noite são as ponteiras Ana Cristina e Julia Bergmann, que somam 54 pontos e aliviam a ausência de quatro titulares. O time não conta com Júlia Kudiess, Gabi, Tainara e Nyeme, todas fora por questões físicas, mas encontra novas soluções ofensivas e defensivas para sustentar o resultado.

Desfalques, alternativas e um elenco mais fundo

A vitória sobre o Japão funciona como teste de profundidade do elenco. Sem sua principal ponteira de segurança, Gabi, e sem a central Júlia Kudiess, referência no bloqueio, o Brasil precisa reorganizar praticamente todo o sistema tático.

A entrada de Lorena na função de meio e a liderança de Ana Cristina e Julia Bergmann nas extremidades recolocam a seleção em outro patamar de agressividade. As duas ponteiras seguram o passe na maior parte do tempo, recebem o maior volume de bolas de ataque e ainda ajudam na marcação de diagonais japonesas, tradicionalmente difíceis de neutralizar.

A comissão técnica comemora não só o placar, mas o tipo de vitória. O Japão é uma das defesas mais organizadas do circuito mundial, e o jogo desta quarta volta a registrar mais de 200 defesas somadas, entre as duas seleções. Sair desse tipo de confronto com controle físico e emocional vale quase tanto quanto a classificação.

O resultado também reforça a campanha consistente da seleção nesta Liga das Nações. O Brasil se classifica para a fase final em terceiro lugar, com 9 vitórias e 3 derrotas, atrás apenas de Estados Unidos e Itália, que somam 10 vitórias e 2 derrotas cada.

Itália completa, lembranças recentes e desafio gigante

A semifinal de sábado contra a Itália nasce carregada de história e tensão. De um lado, o Brasil busca seu primeiro título na Liga das Nações. Do outro, a seleção mais dominante do voleibol feminino nos últimos anos, bicampeã da competição em 2024 e 2025 e campeã olímpica em Paris.

As italianas chegam às semifinais com força máxima. Nas quartas, não dão chances à Holanda e vencem por 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/16 e 25/16. O saque pressiona, o bloqueio funciona e o ataque gira em alta eficiência.

No centro do projeto italiano estão Paula Egonu e Ekaterina Antropova, que voltam a atuar juntas na fase final. As duas são tratadas como “duas das melhores jogadoras do voleibol mundial” e concentram a maior parte das bolas em momentos decisivos. A combinação de potência, altura e alcance das duas opostas altera o padrão da partida e obriga qualquer adversário a dedicar o plano tático quase inteiro à contenção da dupla.

O histórico recente entre as seleções adiciona uma camada extra de suspense. Na fase classificatória desta temporada, o Brasil vence a Itália e encerra uma impressionante invencibilidade de 39 jogos das rivais. A vitória, porém, vem contra um time alternativo italiano, sem a força máxima que estará em quadra agora.

A lembrança mais dolorosa é de 2025, quando a Itália supera o Brasil na final da Liga das Nações por 3 sets a 1, com parciais de 22/25, 25/18, 25/22 e 25/22. Desde então, a seleção europeia confirma o status de equipe mais consistente do circuito, com títulos seguidos e protagonismo absoluto nas grandes decisões.

A leitura dentro da própria comissão brasileira é direta: “A equipe verde-amarela terá um grande desafio se quiser chegar na disputa pelo ouro nesta temporada”, resume uma análise que circula entre técnicos e comentaristas.

Quem ganha com o jogo e o que está em disputa

O Brasil entra em quadra no sábado com algo maior do que uma vaga na final em jogo. A semifinal contra a Itália redefine o lugar da seleção no mapa atual do vôlei feminino. Uma vitória contra a equipe mais dominante dos últimos anos, mesmo em fase de reconstrução e com desfalques, recoloca a camisa verde-amarela como candidata real a todos os títulos do ciclo.

O impacto é direto em patrocinadores, na audiência de TV e nas plataformas de streaming, que apostam em confrontos de alto nível para ampliar alcance e engajamento. A rivalidade técnica, alimentada por decisões recentes e por protagonistas globais em quadra, vira produto valioso para organizadores e para o mercado esportivo.

Em caso de classificação à final, o Brasil disputa o título no domingo, dia 26, às 8h30 (horário de Brasília). Se perder, briga pelo bronze no mesmo dia, às 4h30. O outro finalista sai dos confrontos Turquia x Canadá e Estados Unidos x China, realizados nesta quinta-feira.

A Liga das Nações, embora não envolva diretamente o Mundial de Seleções, funciona como eixo do calendário e laboratório para o ciclo olímpico. Quem se impõe agora ganha espaço nas convocações futuras, poder de barganha em clubes europeus e influência na formação das próximas gerações, que hoje acompanham pela TV e pelas redes sociais cada ponto jogado em Macau.

O Brasil chega ao sábado com um cenário claro: precisa repetir a disciplina tática mostrada contra o Japão, elevar o nível do saque, segurar a pressão de Egonu e Antropova e transformar novamente um jogo em tese desigual em oportunidade. Se supera essa Itália completa, muda de patamar. Se cai diante da favorita, mantém aberta a ferida competitiva que empurra a rivalidade até o fim do ciclo.

 

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