A Polícia Civil do Distrito Federal investiga o que provocou a intoxicação de profissionais de saúde do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), após um grupo passar mal depois de consumir café na unidade, na manhã da última terça-feira (21).
Dos 13 trabalhadores que ingeriram a bebida, 10 apresentaram sintomas como náuseas, tremores, calafrios e mal-estar. Todos receberam atendimento médico, realizaram exames toxicológicos e tiveram alta ainda no mesmo dia.
Como parte das investigações, a corporação apreendeu a garrafa térmica, a chaleira e o pote de café utilizados no preparo da bebida. Os materiais serão submetidos à perícia e analisados em conjunto com os exames toxicológicos realizados nos profissionais para esclarecer o que causou o episódio.
Segundo o delegado-chefe da 33ª Delegacia de Polícia, Alexsander Traback, até o momento, o café é o único ponto em comum identificado entre os profissionais que apresentaram sintomas.
Apesar disso, ele ressaltou que ainda não há elementos suficientes para apontar a causa da ocorrência e que a investigação depende dos resultados periciais para chegar a uma conclusão.
Polícia analisa diferentes hipóteses
As diligências já apontaram que o próprio funcionário responsável por preparar o café também consumiu a bebida e apresentou sintomas. Para os investigadores, esse fato reduz, neste momento, a suspeita de um eventual envenenamento proposital, embora nenhuma hipótese tenha sido descartada oficialmente.
Outro caso que será analisado é o de uma integrante da equipe que também tomou o café, mas não apresentou qualquer sintoma. Ela foi convocada para realizar exame toxicológico, que servirá como parâmetro de comparação com os resultados dos demais profissionais. A expectativa é que os laudos sejam concluídos em cerca de 30 dias.
Durante os depoimentos prestados à Polícia Civil, alguns profissionais relataram que perceberam um gosto diferente na bebida antes de começarem a sentir os primeiros sintomas. Pouco depois, passaram a apresentar o mal estar.
Profissionais receberam atendimento e tiveram alta
Segundo o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), os profissionais envolvidos pertencem ao mesmo setor do hospital e costumam se reunir na copa antes do início do plantão para tomar café.
A presidente do instituto, Eliane Abreu, afirmou em entrevista à imprensa que esse encontro faz parte da rotina da equipe do pronto-socorro e confirmou que o profissional responsável pelo preparo da bebida também está entre os trabalhadores que passaram mal.
Assim que a situação foi identificada, os profissionais sintomáticos receberam atendimento médico na própria unidade, permaneceram em observação clínica, realizaram exames toxicológicos e tiveram alta ainda na tarde de terça-feira. De acordo com o IgesDF, todos passam bem.
Atendimento nos hospital não foi afetado
O instituto informou que a assistência aos pacientes do Hospital Regional de Santa Maria transcorreu normalmente durante toda a ocorrência. Para evitar impactos no funcionamento da unidade, as escalas de trabalho foram reorganizadas imediatamente, garantindo a continuidade dos atendimentos.
A Polícia Civil realizou perícia na copa de uso exclusivo dos profissionais, que foi isolada para preservação dos vestígios e coleta de materiais que possam auxiliar na investigação.
IgesDF pede cautela e descarta especulações
Em nota enviada à reportagem, o IgesDF informou que a ocorrência segue sob investigação da PCDF e reforçou que, até o momento, não há conclusão sobre a causa dos sintomas apresentados pelos profissionais.
Segundo o instituto, todos os profissionais sintomáticos receberam acolhimento, avaliação médica, atendimento, observação clínica e comunicação aos familiares antes de receberem alta.
O instituto destacou ainda que os exames periciais e toxicológicos continuam em andamento e afirmou que, neste momento, “qualquer hipótese ou especulação sobre a origem dos sintomas não encontra respaldo nos fatos apurados até o momento”. As informações sobre o inquérito, acrescentou o órgão, serão divulgadas exclusivamente pelas autoridades responsáveis pela investigação.
Por fim, o IgesDF informou que permanece prestando toda a assistência necessária aos profissionais envolvidos, mantém colaboração com a Polícia Civil e reafirma o compromisso com a transparência, a segurança dos trabalhadores e dos pacientes e a qualidade do serviço prestado à população.