Flávio Bolsonaro e seu Vale dos Ventos: justifica que mandou cancelar notas fiscais, mas não explica por que as teria emitido

O senador Flávio Bolsonaro está como aquele cidadão que, em queda livre de um prédio de dez andares, passando pelo quinto sente-se ainda por inteiro. A explicação dada para as duas notas fiscais de R$ 500 mil emitidas por seu escritório de advocacia a empresa investigada e ligada ao Banco Master apontam-no revirando-se no Vale dos Ventos, do segundo círculo do Inferno de Dante.
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O senador Flávio Bolsonaro está como aquele cidadão que, em queda livre de um prédio de dez andares, passando pelo quinto sente-se ainda por inteiro.

A explicação dada para as duas notas fiscais de R$ 500 mil emitidas por seu escritório de advocacia a empresa investigada e ligada ao Banco Master apontam-no revirando-se no Vale dos Ventos, do segundo círculo do Inferno de Dante.

Para onde vão os luxuriosos com suas confissões e quando sempre dizem a verdade, por que mortos não tem mais o dom da inteligência.

Sair-se com a justificativa de que estaria sendo injustiçado justamente por ter mandado cancelar as tais notas fiscais só acentua a dúvida antecedente: por que diabos teria determinado fossem emitidas.

E que motivos o teria impelido a fazê-lo, numa e noutra situação. Meio milhão de reais não é uma soma qualquer. Gera, inclusive, impostos na Nota Fiscal que diz ter mandado cancelar. Só de ISSQN a soma de R$ 25 mil.

Tomando-se que a Copenhagem e Assessoria (que emitiu as NFs) também era representada pela Trustee dos R$ 57 milhões aplicados pelo Master na cinebiografia de Jair Bolsonaro, a desinteligência dá azo à solidão com que enfrenta o seu Vale dos Ventos pessoal.

Quando deveria imaginar a esta altura do calendário eleitoral entregar-se à solitude, pairando sobre todos.

Estes que sugerem, agora, procurar distância do Círculo de Dante que ameaça sitiá-los.

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