Michelle e Flávio Bolsonaro devem gravar vídeo para selar reconciliação após crise no PL

Gravação deve marcar a última etapa da estratégia de reconciliação entre os dois após semanas de atritos públicos que desgastaram a campanha do senador e pré-candidato do PL.
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Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) devem gravar juntos um vídeo para as redes sociais como parte da estratégia para encerrar a crise entre os dois e demonstrar publicamente uma reconciliação.

A gravação, que ainda não tem data definida, é tratada por aliados como a etapa final de uma operação montada para reduzir os impactos políticos do desentendimento e reforçar a unidade da pré-campanha presidencial do senador.

Estratégia para encerrar a crise

Segundo informações divulgadas pela imprensa, a reaproximação foi planejada em três etapas. A primeira foi um novo pedido público de desculpas feito por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, na quinta-feira (23), quando afirmou lamentar os momentos que causaram desconforto à ex-primeira dama e pediu seu apoio à campanha presidencial.

Em sequência, Michelle respondeu publicamente à manifestação. “Aceito seu pedido. Eu te desculpo”, afirmou, acrescentando que os dois devem conversar e unir forças durante a campanha eleitoral.

A expectativa agora é pela gravação de um vídeo conjunto, considerado o gesto definitivo para demonstrar que o conflito foi superado.

Crise teve origem em disputa no Ceará

O desgaste entre os dois veio a público no fim de junho, quando Michelle Bolsonaro afirmou ter sido “apunhalada” e “humilhada” pelo enteado durante discussões sobre as articulações do PL no Ceará.

Na ocasião, a ex-primeira dama criticou o apoio de Flávio e do deputado André Fernandes (PL-CE) a uma aliança do partido com Ciro Gomes (PSDB), enquanto defendia que o PL apoiasse o senador Eduardo Girão (Novo) na disputa pelo governo estadual.

Michelle também afirmou que, durante uma ligação telefônica, Flávio teria dito que ela deveria ficar fora das decisões partidárias porque ainda não entendia de política.

O episódio desencadeou semanas de atritos públicos e movimentações nos bastidores do partido, envolvendo dirigentes, aliados e integrantes da família Bolsonaro.

Impacto eleitoral

A crise passou a preocupar a campanha de Flávio Bolsonaro, principalmente pelo peso político de Michelle junto ao eleitorado feminino e ao segmento evangélico, considerados estratégicos para a candidatura.

Um levantamento Genial/Quaest mostrou que 42% dos entrevistados disseram concordar mais com Michelle no conflito, enquanto 18% se posicionaram ao lado de Flávio.

Outra pesquisa, do instituto AtlasIntel, indicou que 64,1% dos eleitores avaliavam que o episódio havia enfraquecido a pré-campanha do senador.

Nos bastidores, aliados passaram a defender uma reaproximação rápida para evitar desgaste prolongado entre esses grupos do eleitorado.

Michelle não deve ir à convenção

Apesar da sinalização de reconciliação, Michelle Bolsonaro não deve participar da convenção nacional do PL, marcada para este sábado (25), quando Flávio Bolsonaro deverá ser oficializado como candidato do partido à Presidência da República.

A ex-primeira dama demonstrou disposição para conversar com o enteado e colaborar com a campanha, mas pretende concentrar sua atuação na disputa ao Senado pelo Distrito Federal e no apoio a candidaturas femininas de direita.

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